Noronha pode se tornar primeiro distrito zero carbono no país

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Fernando de Noronha poderá se tornar uma referência nacional em sustentabilidade até 2030, caso se torne o primeiro distrito com carbono zero do Brasil. O plano inicial foi lançado em 2013 através do Programa Noronha Carbono Neutro, com previsão para se cumprir após 5 anos, ou seja, em 2018.

No entanto, o projeto ganhou uma nova data meta: 2030, devido a inúmeras dificuldades encontradas e a crise econômica e financeira no Brasil.

Enquanto isso não acontece, o governo do estado deve procurar empresas que desenvolvam serviços e produtos voltados a economia de baixo carbono para eixos de energia, resíduos, mobilidade, gestão sistêmica, educação, água, urbanismo e solo.

A intenção é neutralizar as emissões de carbono, o que significa compensar todos os lançamentos numa espécie de balança ecológica, já que a emissão de dióxido tem sido a principal causa do aquecimento do planeta via efeito estufa. Se Noronha queima X gases do efeito estufa, deverá compensar neutralizando os outros X presentes na atmosfera.

Além disso, o principal desafio está nas companhias aéreas, com 53% das emissões vindas provenientes das viagens de avião.

Entre as ações realizadas, foi instalado duas plantas solares com capacidade para gerar um megawatt; implantado um projeto-piloto das bicicletas elétricas; a criação de uma plataforma pernambucana para a produção de aviação (BioQva) e uma campanha realizada para uso de combustível verde em voos entre Noronha e Recife.

Segundo Carlos Cavalcanti, a meta é atingir 100% do suprimento da energia de Fernando de Noronha a partir de fontes renováveis como solar, eólica e biomassa.

E ainda estão previstas a instalação de uma terceira Planta Solar com capacidade de gerar 1Mw e a implementação do polo de tecnologias sustentáveis e de baixa emissão de carbono em Noronha.

Precificação do CO2

Organizações não-governamentais e líderes de empresas uniram forças em prol da precificação do carbono no Brasil. Eles se encontraram no Encontro Internacional promovido em São Paulo pelo Conselho Empresarial Brasileiro, Precificação de Carbono, para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e a Embaixada da Alemanha no Brasil.

Países como Chile, Colômbia e México já estão cobrando tributos de carbono de setores econômicos, como o energético. Atualmente, 25 subnacionais e 45 governos nacionais, que correspondem a 20% de envio de CO2 para a atmosfera do mundo, usam a precificação como estratégia a fim de diminuir a emissão dos gases de efeito estufa.

No entanto, os tributos sobre as emissões equivalem a uma tonelada de CO2.