Mapa nacional de feiras orgânicas é disponibilizado na internet

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Alimento orgânico
Foto: janine_costa

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) afirmou que, no mundo, aproximadamente 1,3 bilhão de toneladas de comida são desperdiçadas anualmente, causando prejuízo econômico e, principalmente, impacto nos recursos naturais. Porém, há quem se preocupe com a gestão e qualidade alimentícia e, por isso, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) desenvolveu o Mapa de Feiras Orgânicas e Grupos de Consumo Responsável.

Contando com o registro de 140 eventos espalhados por 22 estados do Brasil, o programa funciona como uma ferramenta de busca rápida, isto é, necessita apenas que um endereço seja digitado no campo destinado a busca e, em seguida, apresenta as opções de pontos de venda de produtos naturais mais próximos. Os internautas também podem participar, incluindo novas localidades no sistema pelo e-mail: feirasorganicas@idec.org.br.

Uma enquete realizada pelo próprio instituto, em 2012, constatou que 74% dos entrevistados comprariam alimentos orgânicos e outros 20% escolheriam refeições mais benéficas à saúde se os custos fossem mais baixos, porém, se comparados com produtos regulares, há discrepância de até 463% entre os preços.

Motivado pelo interesse público, o Idec resolveu criar o aplicativo que localiza os centros de comércio e informa durante quais períodos climáticos determinadas frutas e hortaliças têm mais disponibilidade, para dar aos possíveis fregueses a oportunidade de escolher itens que apresentam preços mais acessíveis.

Agricultura
Foto: flores.culturamix

De acordo com a entidade, o Brasil demanda 19% da produção global de agrotóxicos, ou seja, é o maior consumidor do planeta. Só para ilustrar, são 5 kg de toxinas utilizadas nas plantações. Entretanto, é provável que o cenário seja mais preocupante, pois cerca de 30% das substâncias nocivas são inseridas no cultivo agrícola de maneira irregular.

Além do Mapa de Feiras Orgânicas, a iniciativa do Ipec possibilita o contato da população com Grupos de Consumo Responsável (GPRs), composto por pessoas e entidades, que incentivam a sustentabilidade e hábitos saudáveis aos cidadãos e comerciantes para que não ocorra novamente o descarte de 1/3 da comida fabricada mundialmente.