Cidadania: direção para a sustentabilidade

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O que é ser cidadão hoje? Todos sabemos que quem vive em sociedade tem deveres para cumprir e direitos para serem respeitados. Entre os deveres que devemos cumprir, para que a sociedade seja um local onde todos sintam-se bem em viver, estamos deixando alguns “de lado”.

Esquecer a relação de respeito com o meio em que vivemos, com as pessoas que fazem parte dele, torna a nossa sociedade desorganizada e tira nosso prazer em participar, além de contribuir para o desperdício de verbas públicas.

Andar pelas ruas da cidade de São Paulo nos faz pensar em nossos deveres como cidadãos e como estamos vivendo estes limites. Por exemplo, “pequenos” lixos são jogados nas ruas – papéis, embalagens, pontas de cigarro, garrafas, folhetos, sacos plásticos, restos de comida, entre outros. Qual o respeito ao próximo e ao meio ambiente estamos demonstrando com esta atitude? Onde está nossa consciência, nossa educação? Será uma atitude egoísta, individualista? Simples desleixo?

Jogar lixo
Foto: zerohora

Estes pequenos atos, que temos todo o controle para fazer ou não, acabam provocando um desperdício de verbas públicas, que poderiam ser utilizadas de forma mais produtiva, como para melhorar a sinalização das ruas ou fazer a manutenção de parques e jardins.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, são aproximadamente 13 mil pessoas e 660 veículos para a realização dos serviços de varrição e complementares (remoção de entulho, lavagem de vias e monumentos, conservação de logradouros, capinação e pintura de guias, operação de ecopontos, limpeza e desobstrução de bueiros e bocas de lobo, remoção de inservíveis e a limpeza, higienização e manutenção das lixeiras da cidade). São aproximadamente 7.800 km de vias limpas por dia em São Paulo, e apenas no serviço de varrição são coletadas 288 toneladas de resíduos por dia segundo a prefeitura de São Paulo.

Esquecer a relação de respeito com o meio em que vivemos, com as pessoas que fazem parte dele, torna a nossa sociedade desorganizada e tira nosso prazer em participar, além de contribuir para o desperdício de verbas públicas.”

O dever do estado é recolher o lixo e dar o destino adequado, mas se como cidadãos, nós colaborarmos e não jogarmos lixo nas ruas, este dever da prefeitura pode ser cumprido de forma mais ágil e barata, deixando que nosso dinheiro (que pagamos através dos impostos) seja utilizado para gerar o bem estar e não consertar este bem estar.

Ter regras para conduzir nossa forma de viver em sociedade é parte da escolha de morar em uma cidade.

A convivência por si só é difícil e trabalhosa, se cuidarmos dos pequenos atos que realizamos diariamente os conflitos podem ser menores e o poder público poderá fazer melhor sua parte.