Campanha Carne Legal: por um consumo sustentável e consciente

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Foto: kool1017

Lançada em 2010 pelo Ministério Público Federal (MPF), a campanha Carne Legal tem em vista o consumo consciente de produtos bovinos. Por meio de propagandas veiculadas em todo Brasil pela televisão, rádio e internet, a campanha institucional tem o objetivo de alertar as pessoas sobre as ilegalidades presentes na cadeia da pecuária e também sobre a necessidade de os consumidores cobrarem informações a respeito da origem da carne que compram nos supermercados.

Em junho deste ano a senadora Kátia Abreu tentou retirar a publicidade do ar alegando que a campanha estimulava os consumidores a considerarem que todos os produtores rurais, que não assinaram o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPF, seriam agentes de condutas ilegais.

Porém, a Advocacia-Geral da União (AGU) comprovou, na Justiça, a legitimidade da campanha, uma vez que promove o consumo sustentável e serve de alerta para os perigos de adquirir produtos que teriam em sua cadeia produtiva a participação de produtores ou empresas envolvidas com ilícitos ambientais, como desmatamento de florestas, sonegação fiscal, trabalho escravo, entre outros.

Hoje, aproximadamente 65% da área desmatada na região da Amazônia foram ocupadas por pastos para criação de bois. Os estados onde há maior devastação da floresta para plantar capim é o Pará, Amazônia, Mato Grosso e Rondônia. O impacto disso é enorme e causa danos irreparáveis ao meio ambiente.

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Foto: carnelegal

Através da campanha Carne Legal também é possível diminuir o trabalho escravo, já que inúmeras fazendas utilizam esse tipo de mão de obra, que têm os direitos humanos violados, vivendo em condições parecidas com as de escravos e sem respeitar as leis trabalhistas, como a carteira assinada e pagamento de salário mínimo.

A sonegação de imposto e a lavagem de dinheiro é outro problema que pode ser driblado quando se adquire carne de áreas legais. Já que muitas vezes alguns pecuaristas inventam o nascimento ou compra de novos bois e, depois, fazem de conta que venderam esse gado para lucrarem mais e burlar a lei.