Vinho orgânico: uma bebida mais saborosa que não polui o solo

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Vinho orgânico
Foto: adegadovinho

Os vinhos orgânicos são produzidos com uvas que não receberam doses de pesticidas, herbicidas e fertilizantes durante o cultivo. No lugar dos agrotóxicos, as vinícolas utilizam compostos orgânicos para adubar e predadores naturais para combater insetos e pragas.

Os enólogos (profissional especialista em vinhos) que defendem o processo orgânico de fabricação afirmam que não apenas o consumo é mais benéfico à saúde do homem, mas também o sabor do vinho é mais autêntico e a sua produção evita a poluição do solo.

Por ambos os motivos a bebida tem ganhado espaço nas prateleiras de grandes vinícolas e adegas de todo o mundo: já existem linhas inteiras de vinhos produzidos naturalmente – das garrafas acessíveis a qualquer bolso, à rótulos top de linha. No entanto, menos de 10% da produção mundial de vinho se enquadra na categoria.

Além de orgânicos os vinhos podem ser também biodinâmicos ou naturais. Os biodinâmicos são aqueles que obedecem ao calendário lunar e utilizam técnicas de cultivo que levam em conta as energias e dinâmicas da terra. Já na produção dos vinhos orgânicos naturais, além dos químicos, também são abolidos os processos industriais de fermentação, de correções de sabor e o dióxido de enxofre no engarrafamento, tudo isso para que a bebida seja mais pura possível.

Vinho
Foto: rdenubila

No geral, não há como perceber a diferença dos vinhos orgânicos para os tradicionais sem experimentar. O sabor é diferente, mas não há características físicas perceptíveis, com exceção dos naturais, que por não serem filtrados podem conter alguns resíduos ou serem mais turvos. Para saber se o vinho é realmente orgânico, basta olhar o rótulo com atenção antes de comprar, pois as garrafas comumente apresentam selos de certificação bem destacados.

Se consumidos moderadamente, os vinhos reduzem o risco de doenças cardiovasculares, combatem a artrite e a osteoporose e ajudam no controle do peso. No caso dos orgânicos, estas funcionalidades são potencializadas, já que as propriedades naturais das uvas são mantidas ao máximo. Há ainda a questão dos agrotóxicos: as plantas cultivadas com produtos químicos absorvem parte deles pelas raízes, menos químicos na terra significa que também haverá menos do produto na bebida final.