Uso de biodegradáveis não é solução para acabar com plásticos no oceano, diz Pnuma

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iStockphoto.com / richcarey Todos os anos, 20 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos.

Quando discutimos sobre o impacto de produtos industrializados na natureza, o plástico sempre aparece no olho do furacão, justamente por ser um dos itens mais produzidos pela humanidade e também um dos mais descartados no meio ambiente. Outro ponto negativo do plástico é o longo tempo (centenas de anos) que leva para total degradação, ou seja, são décadas de influência no ecossistema até o total desaparecimento.

Como solução, já há algum tempo, os plásticos biodegradáveis surgiram como uma boa alternativa de substituição a curto e médio prazo, porém parece que o cenário não é tão positivo assim. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), os produtos classificados como biodegradáveis não têm capacidade de diminuir de maneira significativa a quantidade de plástico nos oceanos, assim como os perigos químicos e físicos junto à biodiversidade marinha.

O relatório aponta que, para uma total degradação de plásticos biodegradáveis, seria preciso condições raramente encontradas nos oceanos. Por exemplo, nas embalagens biodegradáveis existem polímeros que são absorvidos somente em temperaturas superiores a 50ºC e ainda com a presença de compostos industriais.

Poluição dos oceanos em todo o mundo

Outro dado importante divulgado durante as comemorações do 20º aniversário do Programa Global de Ação pela Proteção dos Ambientes Marinhos das Atividades da Terra, diz respeito ao nível de poluição marinha anualmente. De acordo com o Programa Ambiental das Nações Unidas, todos os anos a humanidade despeja 20 milhões de toneladas de plástico nos oceanos.

Relatório também destaca que muitos consumidores são seduzidos por uma imagem “sustentável” de alguns produtos biodegradáveis e que isso acaba indiretamente inocentando o mesmo em relação ao impacto ambiental do consumismo.