A relação entre sustentabilidade e erradicação da pobreza

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Pobreza
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Um planeta no qual uma parcela da população passa por dificuldades de acesso a itens básicos, como comida, água, moradia e saneamento, não pode ser considerado um planeta saudável. Justamente por isso, a erradicação da pobreza foi um dos itens discutidos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (CNUDS), Rio+20.

Todos os esforços em sustentabilidade visam a criação de modelos que permitam o desenvolvimento humano em equilíbrio com a preservação dos recursos naturais. Neste processo, portanto, a desigualdade social e a pobreza são desafios a serem superados.

As relações entre a erradicação da pobreza e a sustentabilidade não param por aí. Estima-se que as consequências das mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global devam atingir com mais força exatamente as regiões que já contam com recursos limitados. Por outro lado, há recursos naturais que poderiam, se explorados de forma correta, representar melhoria de renda e de qualidade de vida para famílias inteiras.

Colocar a erradicação da pobreza como um dos objetivos para o desenvolvimento sustentável das nações pode criar uma pressão maior sobre os países, fazendo com que governos do mundo tudo passem a encarar a temática mais a sério e buscar alternativas para a resolução deste problema.

Pobreza
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Mesmo com a melhoria de alguns países nas últimas décadas, os níveis de pobreza continuam altos em todo o mundo. De acordo com o Índice de Pobreza Multidimensional do PNUD, órgão da Organização das Nações Unidas, 1.75 bilhões de pessoas enfrentaram grandes problemas na saúde, educação e padrão de vida em 2010 (PNUD, Relatório de Desenvolvimento Humano, 2010).

Mesmo em países considerados ricos, o crescimento econômico não foi suficiente para erradicar a pobreza: cerca de 1 entre cada 7 pessoas estão em situação de vulnerabilidade na União Europeia e nos Estados Unidos. No Brasil, embora dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontem que mais de 3,5 milhões saíram da pobreza apenas em 2012, pelo menos 1% da população ainda vive em estado de pobreza extrema.