A produção de transgênicos no Brasil

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© Depositphotos.com / stevanovicigor Alimento transgênico.

Os alimentos transgênicos são produzidos a partir da modificação genética para melhorar a qualidade e aumentar a produção e a resistência às pragas, visando principalmente a produção em maior escala e consequentemente, o lucro.

Em certos procedimentos ocorre a alteração da sequência genética do alimento pois fragmentos de DNA de fungos, bactérias e vírus são implantados no gene da planta. Através desse procedimento, o vegetal passa automaticamente a produzir herbicidas, substâncias as quais eliminam as pragas das lavouras, ou seja, não é necessário pulverizar agrotóxicos pois esses alimentos transgênicos já o possuem e sua composição.

Os alimentos de sigla OGM (Organismo Geneticamente Modificado), ou transgênicos, também são modificados pela engenharia genética com o objetivo de contraírem maior número de nutrientes, como, por exemplo, o salmão transgênico, o qual pode chegar às mesas de jantar em 2014. Este será o primeiro animal geneticamente modificado (GM) consumido pelo homem. Outros alimentos como soja, óleo de cozinha, queijos e mamão papaya já possuem versão transgênica no mercado nacional e europeu.

Vantagens da produção de transgênicos

Uma das vantagens da produção de alimentos transgênicos encontra-se no campo da agricultura. Por possuir herbicidas em sua composição, os alimentos transgênicos, como por exemplo, os vegetais são resistentes à picada de insetos, seca e geada, o que consequentemente gera estabilidade dos preços e custo de produção.

Na saúde humana, um alimento transgênico possui a função de prevenir e reduzir doenças, além de que as substâncias nela contidas podem ser usadas na produção de vacinas, ou ainda, em iogurtes fermentados com alto número de microorganismos geneticamente modificados que estimulam o bom funcionamento do sistema imunológico.

Desvantagens dos alimentos transgênicos

Na agricultura também existem certas desvantagens ao produzir alimentos transgênicos. De acordo com artigo publicado pelo Instituto de Defesa de Consumidor As espécies transgênicas são protegidas por patentes, ou seja, significa que o produtor rural que optar por usá-las (se autorizadas no Brasil), terá de pagar royalties (direito de concessão) para a empresa detentora dessa tecnologia. Consequentemente existirá maior dependência do agricultor em adquirir royalty e o valor do produto final ao consumidor também aumenta.

Na saúde também existem vários riscos. Uma pesquisa do Instituto de Nutrição de York, Inglaterra em 1999 comprovou o aumento em 50% no número de pessoas com alergia a produtos à base de soja, afirmando que o resultado poderia ser atribuído ao consumo de soja geneticamente modificada.

A ingestão de alimentos transgênicos também conseguem deixar as pessoas imunes ao antibiótico, pois os pesquisadores inserem genes denominados “marcadores de bactérias” resistentes a antibióticos. Isso provoca o aumento da resistência a antibióticos nos seres humanos que os ingere, ou seja, o alimento transgênico pode reduzir ou eliminar a eficácia dos remédios à base de antibióticos, ocasionando grave ameaça à saúde pública.

Instituições como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e as principais academias de ciências do mundo, afirmam que os transgênicos são seguros e que a tecnologia de manipulação genética realizada está sob o controle dos atuais protocolos de segurança e que isso não representa risco maior do que técnicas agrícolas convencionais de cruzamento de plantas e vegetais. Contudo, a ciência já comprovou que alguns experimentos não obtiveram sucesso, nem conseguiram se manter no mercado.

© Depositphotos.com / Valentyn_Volkov Tomates.

Foi o caso do primeiro tomate transgênico criado nos Estados Unidos, geneticamente modificado para aumentar sua vida útil após ser colhido. O “Flavr Savr tomato” começou a ser comercializado em 1994, mas sua produção foi encerrada três anos depois, e a empresa que o produziu, a Calgene, acabou sendo comprada pela Monsanto. O tomate ficou mais caro e não se consolidou no mercado. O mesmo fato ocorreu com a New Leaf Potato, uma batata resistente a pesticidas lançada em 1995 pela Monsanto. Apesar de boas perspectivas, o alimento não se mostrou economicamente rentável para entusiasmar fazendeiros e por fim, foi saiu do mercado em 2001.

De certa forma, os avanços da tecnologia foram importantes para descobrir um tipo de alimento com diversas propriedades. Ao mesmo tempo, a própria ciência certifica dos perigos dos próprios alimentos transgênicos. Portantoa produção de transgênicos possuam alguns pontos negativos.