Preservação de recursos naturais: Saiba o que é conservação in-situ e ex-situ

3.547 views
Fonte: Depositphotos

Diante da atual depredação da biodiversidade do planeta por conta da poluição, métodos de preservação dos recursos naturais estão sendo desenvolvidos para amenizar e reverter os prejuízos causados pelo homem. Para isso, biólogos de conservação ao invés de observar essas mudanças de forma inativa passaram a desenvolver abordagens para salvar espécies. Dentro desses meios destacam-se a conservação in situ e ex situ. A conservação in situ consiste em cultivar os ecossistemas e os habitats naturais de espécies por meio da manutenção e reconstituição de populações viáveis e de seus habitats naturais. Essa conservação proporciona vantagens para o ambiente onde a espécie está inserida e permite a continuação de seu processo evolutivo natural, além de proteger a vida silvestre. Deve-se considerar, porém, que esse método é bastante caro, já que necessita de constante monitoramento de grandes áreas e que ele também não garante total conservação da variabilidade genética. Isso porque a conservação de determinada espécie em um determinado local não atinge outros seres da mesma espécie que estejam em um local diferente. A conservação ex situ, por sua vez, consiste da manutenção das espécies fora de seu habitat natural, buscando utilizá-la como representante da espécie. Esse tipo de conservação está vinculada ao desenvolvimento de programas de pesquisa, principalmente aos relacionados a melhoramento genético. As principais características desse método de conservação são a preservação de genes durante séculos, a possibilidade de reunir material genético de diversas espécies em um único local – facilitando o melhoramento genético -, e garantir a proteção à diversidade, sobretudo de espécies que estão distribuídas em diferentes ambientes. A conservação ex situ está diretamente ligada às ações do homem, já que ela é feita fora do habitat natural da espécie. Sendo assim, esse modo de conservação é considerado vulnerável, já que precisa de constante cuidado humano e provoca a paralisação dos processos evolutivos naturais, devido à retirada das espécies de seu habitat natural.