Poluição do ar provoca morte de 7 milhões de pessoas, diz OMS

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Foto: pixabay

Segundo publicação da OMS, aproximadamente 7 milhões de pessoas – uma em cada oito do total de mortes globais – morreram em 2012, vítimas da poluição do ar. De acordo com a instituição, a condição precária do ar foi o maior fator de risco ambiental para a saúde humana ao redor do mundo. Crianças e idosos da região do sudeste asiático e do pacífico ocidental é o grupo mais propenso a desenvolver doenças respiratórias graves, representando 3,3 milhões de mortes por má qualidade do ar interior e 2,6 milhões relacionados à poluição exterior.

A estimativa da OMS é de que 3,7 milhões das mortes são causadas pela poluição ambiental externa, provocada principalmente por automóveis e indústrias. Desses óbitos, 88% ocorrem em países de baixa e média renda, os quais representam 82% da população mundial. Já as 4,3 milhões se devem à poluição interna dos lares, causada, principalmente, pela combustão para cozinhar com lenha, biomassa e através da queima de carvão. Entretanto, o número total, de 7 milhões, não representa a soma das duas causas de morte, já que muitas pessoas foram expostas aos dois tipos distintos de poluição.

Poluição do ar provoca diversas doenças

Os estudos da OMS revelaram que 80% das doenças causadas pela poluição ambiental exterior são doenças cardiovasculares: 40% são representadas por enfermidades isquêmicas do coração (diminuição da passagem do sangue até o órgão) e outros 40% são derrames.

Os outros 20% das enfermidades que provém da poluição externa são formados por: câncer de pulmão (6%); doenças pulmonares crônicas (11%); e infecções respiratórias agudas em crianças (3%).

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Foto: professormarcianodantas

Sobre a poluição resultante de fatores internos, as principais doenças são os AVCs (34%); infartos do coração (26%); doenças pulmonares crônicas (22%); infecções respiratórias agudas em crianças (12%); e câncer de pulmão (6%).

O Coordenador de Saúde Pública da OMS, Carlos Dora, em comunicado relatou que “a poluição excessiva é frequentemente causa de políticas públicas insustentáveis nos setores de transporte, energia, indústria e gestão de resíduos. Em muitos casos, estratégias mais saudáveis também serão mais econômicas em longo prazo graças à economia em despesas em saúde e na melhora do meio ambiente”.