Impactos ambientais impedem a comemoração do Dia da Caatinga

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Comemorada no calendário brasileiro em 28 de abril há 11 anos, a data tem o objetivo teórico de lembrar as riquezas naturais da caatinga distribuídas pelos 844.453 km² de extensão entre os estados nordestinos do Brasil, como por exemplo, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, etc.

Mas na prática, não há muito que celebrar. O bioma passou por diversas transformações provocadas por mudanças climáticas e desmatamentos ao longo dos anos e estes fenômenos levaram a degeneração das características locais, além de ter colocado a população de animais em risco de extinção.

De acordo com estudo do Greenpeace “Mudança do clima, Mudanças de vida” sobre o impacto do aquecimento global no país, o aumento da temperatura e a mudança no ritmo de chuvas resultaram no fenômeno de desertificação da caatinga. Nesse caso, a evaporação aumenta e a disponibilidade de água fica mais baixa, portanto, a região passa de semiárido para árida e prejudica até a agricultura da população local.

Em 70% do território da Paraíba, cerca de 1,66 milhão de pessoas já sofrem com a desertificação. No Rio Grande do Norte 97,5 % do território é propenso a desenvolver o processo da desertificação.

Outro problema enfrentado pelo bioma é o desmatamento que já atingiu 46% do bioma. O Ministério do Meio Ambiente afirma ter trabalhado em projetos de conservação, como o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Caatinga, mas até o momento não existe informação de finalização deste programa.

Animais em extinção na caatinga

A caatinga possui cerca de 510 espécies de aves, 154 répteis e anfíbios, 240 peixes. Entretanto, segundo dados do Instituto Chico Mendes, 60 espécies de animais já se encontram em risco de extinção no local. É o caso da ararinha-azul, ave da caatinga de extrema beleza e que por conta disso tem sido alvo de tráfico ilegal. Mas o projeto ambiental “Ararinha da Natureza” tem conseguido recolocar a ave em seu habitat natural.

O que fazer para preservar a caatinga

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De acordo com a Associação Caatinga, localizada em Fortaleza, o foco principal de conservação de fauna, flora e território da caatinga tem sido a criação de RPPN (Reserva Particular de Propriedade Natural). Apenas 7,8% do bioma está protegido, por isso foram criadas 46 dessas reservas que conseguem proteger 6,9% da caatinga nacional.

A conservação do bioma é importante para garantir a quantidade de água potável, sementes, madeira, fibras, qualidade do solo, além do desenvolvimento sustentável das comunidades residentes neste território.