Ecologista afirma ter plantado mais de 500 mil árvores no Espírito Santo

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Reprodução / Facebook “Minha luta é muito grande em favor da Mata Atlântica”, declara Nilton.

O que você faz para preservar o meio ambiente? Um ecologista capixaba já contribuiu bastante para a recuperação de áreas degradadas da Mata Atlântica. Nilton Broseghini, de 61 anos, afirma ter plantado mais de 500 mil árvores ao longo de 29 anos na região serrana do Espírito Santo. E ele diz que seu trabalho ainda não acabou.

Atuando com educação ambiental e criação de mudas, Nilton começou a plantar as árvores na beira de estradas e em encostas. Atualmente, o ecologista também ministra palestras em escolas, oficinas de produção de mudas e recupera áreas degradadas.

Seus planos futuros são reunir a comunidade de Santa Teresa, cidade onde mora, para fazer uma plantação coletiva nas nascentes da região. Segundo ele, para preservar a natureza, a tática é envolver as famílias e aumentar a mobilização de 12 mil pessoas na luta pelo reflorestamento. “O ser humano destruiu muito o ecossistema, agora temos que recuperar e, para isto, precisamos de todos”.

Trabalhando apenas com espécies da Mata Atlântica, as sementes que Nilton utiliza em novas plantações são coletadas nas áreas que ele já recuperou em Santa Teresa e outros seis municípios. “Tem lugares que era um deserto e hoje vejo árvores e nascentes. Ao ver isto me emociono”, conta o ecologista.

Reprodução / Facebook Capixaba comanda oficinas de produção de mudas e recupera áreas degradadas.

Preservação da Mata Atlântica

Sendo uma das áreas mais ricas em biodiversidade e mais ameaçadas do planeta, a Mata Atlântica foi decretada Reserva da Biosfera pela Unesco e Patrimônio Nacional na Constituição Federal de 1988. De sua área original, que abrangia 17 estados, o bioma apresenta apenas 8,5% de remanescentes florestais acima de 100 hectares, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica.

Além das diversas Unidades de Conservação, criadas na tentativa de preservar o que restou da floresta, em 2006, foi aprovada a Lei da Mata Atlântica (Lei nº 285/99), que acabou com as controvérsias acerca de sua extensão e características principais, definiu medidas de proteção e também regulamentou o uso e a exploração de seus remanescentes florestais e recursos naturais.