Despoluição dos lagos do Ibirapuera será feita com uso de plantas

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© Depositphotos.com / vitormarigo Iniciativa no valor de R$ 1,2 milhão será arrecadado por meio de doações.

Poucos lugares na cidade de São Paulo atraem tantos turistas como o Parque do Ibirapuera. Não à toa, um dos principais pontos de lazer da capital paulista é também um de seus cartões postais mais procurados para fotos e produções visuais. Entretanto, assim como outros espaços naturais, os lagos do parque vêm sofrendo já há um bom tempo com os grandes níveis de poluição.

Para resolver o problema, a Prefeitura de São Paulo anunciou uma parceria com a empresa francesa Phytorestore, com o objetivo de recuperar a integridade dos dois lagos do Ibirapuera. “É um programa lindo que vai permitir não apenas a preservação do próprio lago, mas, também, dos animais que vivem nele”, disse o prefeito em nota oficial para a Secretaria Especial de Comunicação, no dia 12 do mês passado.

A empresa, que também é a responsável pela despoluição do famoso Rio Sena, de Paris, explicou que o processo na capital paulista será semelhante ao aplicado no rio parisiense, em que serão usados jardins filtrantes com plantas aquáticas nativas para despoluir a água de forma natural e constante, através das raízes. “Uma solução definitiva e natural, que vai despoluir completamente os lagos”, completou Dória.

A limpeza, que será feita a partir de plantas nativas, dispensará o uso de agentes químicos, eliminando também a produção de lodo e odor. Segundo os responsáveis pelo projeto, os custos da iniciativa são de 1,2 milhão de reais, que serão arrecadados por meio de doação. A Prefeitura confirmou que não será necessário esvaziar os lagos ou retirar os animais do local para a realização de todas as atividades.

Para construção dos jardins filtrantes, responsáveis pela despoluição, a Prefeitura confirmou que o projeto recebeu a doação de 16 mil mudas. Em conjunto à ação, o Ibirapuera ganhará também a criação de um Centro de Educação Ambiental, idealizado por um acordo de cooperação de pesquisa científica entre a França e o Brasil. A ideia é de que o espaço promova troca de informações e tecnologias entre universidade dos dois países, a respeito de questões como a água e o solo.