Conheça o movimento Slow Food no Brasil

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Alimentos
Foto: Divulgação

Slow Food é ao mesmo tempo um movimento e uma entidade internacional sem fins lucrativos, que busca disseminar a alimentação saudável e a agricultura sustentável, incentivando as práticas culturais relacionadas ao ato da nutrição. Criado na Itália em 1986, afirma ainda que para um verdadeiro gastrônomo é impossível ignorar as fortes relações entre prato e planeta – e, é claro, o prazer de saborear a comida com calma e na companhia de outras pessoas.

Com sede internacional na cidade de Bra, na Itália, o movimento opera local e globalmente, em parceria com instituições internacionais como a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação). Colabora ainda com o Ministério da Agricultura italiano e em ações com governo Brasileiro. Atualmente, está presente em mais de 150 países, levando adiante a bandeira em prol do consumo de alimentos que sejam “bons, limpos e justos”.

Neste cenário, o Brasil surge como um território importante para o desenvolvimento e a ampliação do Slow Food. Está previsto para ser aberto no país o primeiro escritório latino-americano do movimento, segundo divulgado pela última reunião do Conselho Internacional do Slow Food realizado em junho de 2013 em Istambul, na Turquia. A crise europeia deve levar a entidade a buscar expansão em países emergentes e o Brasil, com sua imensa biodiversidade natural, cultural, alimentar e gastronômica, mostra-se como uma zona fértil para estes caminhos.

Dentre as principais ferramentas em busca de uma gastronomia social está a Arca do Gosto, projeto que desde 1996 identifica, localiza, descreve e divulga ingredientes que correm o risco de desaparecer, apesar de todo o seu potencial produtivo e comercial. Até o momento, o projeto já tem catalogados mais de 1.150 ingredientes em todo o mundo. A meta do Slow Food é atingir 10 mil produtos até 2020, como forma de preservar a agrobiodiversidade em todo o globo.

A Arca do Gosto do Brasil conta com 24 produtos. Destes, nove itens, como o umbu, o arroz-vermelho e o palmito-juçara, fazem parte das Fortalezas, projeto de caráter mais prático que destina recursos financeiros para a sobrevivência de determinados alimentos ameaçados de extinção. O paladar, o prazer de comer e a diversidades gastronômica e cultural brasileiras só têm a agradecer por estas iniciativas.

Slow Food Maui
Slow Food Maui. Foto: slowfoodmaui