Chile apura denúncia de massacre de 2 mil pinguins de Magalhães

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Victor Miguel Casanova Polícia acredita que número de aves mortas seja maior.

Um pescador arrependido teria contado à polícia chilena que teria participado do massacre de pouco mais de dois mil pinguins de Magalhães na ilhota de Leguas, ao extremo sul da ilha de Chiloé, na Região dos Lagos, no sul do país.

De acordo com as primeiras informações divulgadas pelo site da BBC, os pinguins teriam sido mortos a pauladas e machadadas para que sua carne fosse usada como isca na pesca de jaibas, um crustáceo típico local. Denúncias revelam que lobos-marinhos teriam sido mortos para o mesmo fim.

Victor Miguel Casanova Membro da polícia chilena colheu mostras de sangue dos pinguins.

O andamento das investigações foi comprometido por conta da dificuldade de se chegar até a ilhota e das condições climáticas. Víctor Casanova, da Brigada Investigadora de Delitos contra o Meio Ambiente e o Patrimônio Cultural (Bidema) da polícia chilena, disse à BBC que só conseguiu chegar ao local na terceira tentativa. Lá tirou fotos e recolheu vestígios de sangue.

E de acordo com a polícia chilena e a ONG Fundación Orca Chile, o número de aves mortas pode passar de dois mil. O pescador que fez a denúncia confessou ter matado 40 pinguins em apenas uma viagem.

A ilha de Chiloé é habitada por pinguins e possui atividades turísticas nem moradores.