Chernobyl vira paraíso da vida selvagem

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© Sergey Gashchak/Chernobyl Centre Concentração de lobos é a maior do mundo em Chernobyl.

O ano de 1986 presenciou uma das maiores catástrofes provocadas pelo homem no século XX. É difícil encontrar algum lado que tenha sido positivo com o desastre nuclear de Chernobyl. O fogo e a explosão na central nuclear liberaram partículas radioativas na atmosfera e tornaram impossível a atividade humana naquela região. Como a natureza possui uma capacidade impressionante de renovação, hoje pesquisadores conseguem identificar o florescimento de uma vida animal ainda mais intensa do que nos anos 80 na região.

As imagens de Chernobyl hoje mais se parecem com uma linda reserva natural. Animais como alces, veados, javalis, raposas e lobos vivem em plenitude, próximos a uma natureza ainda contaminada, porém reabilitada após anos de afastamento humano.

“É muito provável que os números de animais selvagens em Chernobyl sejam muito mais elevados do que eram antes do acidente”, diz Jim Smith, da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, para o site The Telegraph. O especialista afirma que isso não significa que a radiação faça bem para a vida selvagem, mas que os efeitos da habitação humana e suas interferências na natureza são ainda mais prejudiciais.

Mamíferos começaram a se recuperar

Relatórios executados em áreas de até 1.600 milhas quadradas próximas à zona de exclusão de Chernobyl sempre mostraram que a radiação provocava efeitos danosos à formação e desenvolvimento da vida animal na região. Mas um novo estudo demonstra que mamíferos começam a se recuperar nessas áreas após 30 anos do desastre. O número de lobos que residem hoje na área de Chernobyl é mais do que sete vezes maior do que pode ser encontrado em qualquer outra reserva no mundo.

As populações selvagens possuem um grande potencial de desenvolvimento e recuperação quando afastadas dos danos causados a eles pelas intervenções humanas. Para mostrar toda a beleza da vida que se restabelece na região, o cientista Sergei Gashchak captou imagens da zona de exclusão situada entre a Ucrânia e a Belarus.