Brasil reduz índice de emissão de GEE, mas número não é satisfatório

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Poluição
Foto: henryconceicao

No último dia 5 de agosto, foi realizada a quinta edição do Evento Anual do Programa Brasileiro GHG Protocol, ocasião em que o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas divulgou um inventário mostrando que as reduções na emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) no Brasil ainda não causaram benefícios notáveis à atmosfera.

De acordo com o documento, foram expelidas 71,6 milhões de toneladas de gás carbônico, ou seja, uma diminuição de aproximadamente 35% em relação a 2011, lembrando que em 2012 foram exaladas 282,9 milhões de toneladas deste mesmo gás. Contudo, no levantamento, faltaram as informações de uma grande empresa, que participa desta iniciativa, algo que aumentaria significativamente as taxas de poluição lançada ao meio ambiente.

Vale ressaltar que os GEE mais comuns e nocivos ao planeta são dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e hexafluoreto de enxofre.

Com o Programa, colaboram 106 organizações, representando 44 áreas da economia, como os setores de atividades financeiras, construção, educação, eletricidade, gás e indústrias de transformação. No entanto, neste ano, apenas 67 instituições contribuíram com a coleta de dados.

Co2
Foto: prbo

O estudo ainda divide as formas de emissão de gases em categorias, são elas: direta, quando ocorre combustão em caldeiras, fornos e veículos; indireta, causada pelo consumo de energia elétrica e térmica ou devido a atividades não controladas pela instituição, mas que são originadas por suas ações.

A intenção do projeto é fazer o mapeamento e mensuração das emissões de Gases de Efeito Estufa em todo o território nacional. Entretanto, além de atuar no campo de pesquisa, o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, através do Programa Brasileiro GHG Protocol, oferece cursos de conscientização sobre os danos causados pela emissão de gases tóxicos e capacitação para evitar que isso aconteça.