Os avanços da energia sustentável no Brasil

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Hidrelétrica
Foto: aflorencio

Embora a principal fonte de energia do Brasil ainda seja a hídrica, que responde por mais de 81% da matriz elétrica do país, segundo dados do Balanço Energético Nacional 2012, os investimentos em diferentes fontes sustentáveis – que garantem energia acessível, limpa e eficiente – têm apresentado significativo avanço.

Essencial para o desenvolvimento sustentável, as fontes alternativas, que geram energia com uso de recursos naturais renováveis, além de mais baratas e eficientes, apresentam inúmeros benefícios ambientais quando comparadas às fontes fósseis. As energias eólica e solar, que estão entre as principais, caracterizam-se essencialmente por serem fontes limpas, livres da emissão de gases poluentes que agravam o efeito estufa.

Energia eólica

No Brasil, verificou-se a intensificação de investimentos na geração de energia eólica nos últimos anos. A capacidade de produção deste tipo de energia no país teve um crescimento de 73% em 2012 na comparação com o ano anterior, alcançando a marca de 2,5 gigawatts de potência instalada em 108 parques eólicos, como mostra o relatório da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). De acordo com a instituição, em média 7,5 milhões de pessoas por mês receberam energia de origem eólica.

Parque Eólico Cerro Chato (RS)
Parque Eólico Cerro Chato (RS) – Foto: pacgov

Energia solar

A produção de energia solar também apresentou crescimento acelerado. A capacidade instalada desta fonte energética, considerada a mais limpa de todas, saltou de 40 para 70 gigawatts em 2011 e para 100 gigawatts em 2012, de acordo com a Associação Europeia de Indústria Fotovoltaica (EPIA).

Energia Solar
Foto: jumanjisolar

Apesar dos avanços, estudos mostram que essas fontes renováveis alternativas ainda são subaproveitadas aqui. Uma pesquisa realizada pela organização WWF-Brasil revela que o Brasil tem capacidade para aumentar em, pelo menos, 40% a sua produção energética sustentável. O mesmo documento também aponta que os custos da exploração energética de fontes alternativas tendem a diminuir ainda mais, enquanto o valor da produção nas usinas hidrelétricas tem aumentado.