Brasil ganhará uma usina de etanol por ano até 2020

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Granbio
Foto: Michel Rios/Granbio

Implantar nove usinas produtoras de etanol até 2020, este é o objetivo da Granbio, empresa atuante no setor de produção de combustível sustentável, em 10 anos. De acordo com relatório da indústria, a aplicação de capital em todo o projeto está em torno de R$ 4 bilhões, os quais serão destinados para a produção de biocombustível 2G, derivado da biomassa da cana-de-açúcar. Já para o primeiro polo produtor, que começará suas atividades até o final de março em São Miguel dos Campos, no interior do Alagoas, o investimento foi de R$ 350 milhões. Até o momento a empresa não confirmou os demais locais de instalação das outras usinas.

A Granbio foi criada em 2011 por Bernardo Gradin, ex-presidente da Braskem, que decidiu fundar uma instituição ligada ao fornecimento de combustíveis feitos a partir de fontes renováveis os quais reduzem os impactos no meio ambiente.

Combustível rentável

A usina de Alagoas, Bioflex Agroindustrial, será a primeira no país a produzir o etanol do tipo 2G (de segunda geração), com capacidade para entregar 82 milhões de litros ao ano. Este tipo de etanol provém, além da celulose da cana, do bagaço e da palha, que é reaproveitada pela indústria na produção do combustível. Este método deve dobrar a quantidade de etanol produzida por unidade em relação ao etanol de primeira geração, sem necessidade de expandir a área plantada.

A cana usada nesse processo, denominada “cana-energia”, é três vezes mais produtiva que a convencional e pode ser plantada em áreas degradadas e atingidas pelo desmatamento.

Para iniciar a produção a empresa montou um laboratório em Campinas e contratou especialistas para investigar enzimas e leveduras que facilitariam o processo de transformação da celulose em etanol.

Etanol
Foto: empregoemusina

O objetivo dos empreendedores da instituição é produzir 1 bilhão de litros ao ano até 2020. Quando a usina estiver operando com 100% da sua capacidade, a previsão é que o faturamento chegue a R$ 120 milhões anualmente.

Após a implantação da usina de etanol 2G, estima-se que a nova versão do combustível produzido pela empresa seja até 30% mais barato do que o normal. Em uma época em que os recursos financeiros para produção do álcool foram reduzidos e o valor só aumentou, a presença desta iniciativa no mercado nacional pode movimentar o setor, embora ainda não seja suficiente para reaquecê-lo.