Amsterdã não tem mais espaço para estacionar bicicletas

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flickr.com / Laure Wayaffe Em Amsterdã já existem mais bicicletas do que carros e habitantes.

Conhecida por seus inúmeros canais e por ser o centro europeu das bicicletas, Amsterdã agora enfrenta um problema justamente pelo número excessivo de bikes: não há espaço para estacionar. Se locomover de bicicleta já é uma tradição cultural profundamente enraizada na Holanda, ainda mais pelo país ter um terreno plano.

Quase todas as ruas principais da cidade possuem ciclovias e as pessoas podem deixar a bicicleta em qualquer lugar, ou podiam. Em 2013, por exemplo, a prefeitura recolheu 73 mil bikes por estarem paradas em local em proibido, entretanto, o poder público gasta cerca de 70 euros para retirar essas bicicletas, enquanto os proprietários pagam 12 euros para recuperá-las.

Para tentar resolver o problema de falta de espaço, a prefeitura de Amsterdã anunciou um plano de criação de uma garagem subaquática com sete mil vagas sob o lago IJ, no entorno da estação central da cidade. Segundo o projeto, seriam criadas 21,5 mil novas vagas, sendo 17,5 mil em um edifício garagem, além da construção de duas ilhas flutuantes com espaço para duas mil bicicletas em cada uma.

Está previsto, também, criar uma conexão entre a garagem e o sistema metroviário por meio de um túnel.

flickr.com / Wansan Son
Balsas em desuso são colocadas para acomodar mais de 400 bicicletas.

Em Amsterdã, já existem mais bicicletas do que carros e habitantes: são quase 900 mil para uma população de 820 mil pessoas. Ao longo das duas últimas décadas, o número de viagens de bike dentro da cidade aumentou 40%. Segundo estatísticas, 57% dos habitantes de Amsterdã usam a bicicleta diariamente, com uma grande porcentagem a utilizando inclusive para ir ao trabalho.

Os estacionamentos na água se mostraram a solução mais eficiente, por conta dos canais, além de também ser uma escolha estética, para trazer o foco turístico de volta aos edifícios, os parques e as outras atrações de Amsterdã.

O projeto está atualmente em análise pelo comitê de Infraestrutura e Sustentabilidade da cidade e será votado no início de abril. Estima-se que, dentro de 15 anos, a estrutura subaquática possa a vir a ser a maior do tipo no mundo.