Proteção: Parque da Tijuca testa lixeiras anti-fauna

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Reprodução / Liceufranco.com É comum que quatis vasculhem o lixo e a invenção chega justamente para impedir essa prática.

Um dos parques mais visitados do Brasil, o Parque da Tijuca tem 33 Km² de extensão e possui uma fauna e flora que cativam as pessoas que vão até o local.

Abrigo de mais de 328 espécies de animais, dentre anfíbios, mamíferos e aves, o parque está recebendo um novo projeto de robótica desenvolvido por alunos do ensino médio e funcionários do Colégio Liceu Franco-Brasileiro, localizado no Rio de Janeiro.

As lixeiras anti-fauna foram criadas com base nos relatos dos visitantes, que flagraram diversos quatis entrando nas lixeiras e retirando restos de alimentos e embalagens das lixeiras, trazendo vários problemas para a saúde do animal.

O dispositivo conta com uma trava eletrônica que aciona a tampa quando os quatis tentam entrar nas latas de lixo. Philipe Moura, estudante de Engenharia de Controle e Automação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) explicou ao site do ICMBio: “A nossa trava foi projetada para ser anatomicamente inacessível aos quatis, mas facilmente manipulada por seres humanos”.

A lixeira que ainda estão em fase de teste, tem todo o potencial para ser um grande sucesso, uma vez que elas podem ajudar na preservação dos quatis e de outros animais que habitam o parque.

Deste modo, assim que todas as lixeiras estiverem instaladas, o objetivo é que sejam feitas algumas pesquisas de campo, juntamente com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), para verificar a eficiência do equipamento.

Análises dos quatis

Um estudo realizado pela Sociedade de Ecologia do Brasil (SEB), analisou as fezes dos quatis encontradas dentro do Parque Nacional do Caparaó (MG) e identificaram que aproximadamente 0,96% do material detectado não são digeríveis, como borracha, papel, alumínio entre outros.

Já a pesquisa realizada pela bióloga Renata Barcelos Repolês comparou a bioquímica do sangue dos quatis que vivem no Parque Nacional do Caparaó, Parque Municipal Mangabeiras (BH) e Estação Ecológica Água Limpa (MG), e atestou que a ingestão desses alimentos jogados nas lixeiras pode modificar o comportamento alimentar e alterar o metabolismo e a saúde do animal.

Agora é torcer para que as lixeiras anti-fauna funcionem corretamente e que seja possível diminuir os riscos que comprometem a saúde dos quatis diariamente.