Grupo desenvolve aplicativo que previne a falsificação de documentos de animais silvestres

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Aplicativo que previne falsificação de documentos de animais silvestres foi o grande destaque em uma competição mundial

O tráfico de animais silvestres, infelizmente, é uma prática presente em todas as camadas da sociedade. No entanto, toda e qualquer prática ilegal de captura e comercialização, por menor que seja, acaba impactando na sobrevivência de espécies e na biodiversidade em suas regiões.

Foi pensando em facilitar este controle que a equipe Rapinas da Mata desenvolveu um aplicativo chamado Fauna Authentication (FA), que oferece uma solução para prevenir a falsificação de documentos, um dos grandes problemas no combate do comércio ilegal de animais silvestres no Brasil.

O aplicativo irá rastrear os documentos individuais emitidos pelas autoridades oficiais através de um QRCode, sendo assim possível diminuir o número de animais que têm a documentação falsificada. O objetivo da equipe é realizar um plano piloto no Brasil, em conjunto com organizações não governamentais (ONGs) que ajudam animais silvestres em todo o país, principalmente na região da Amazônia.

A iniciativa foi a vencedora do ZOOHACKATHON Brasil, uma competição mundial com o objetivo de criar soluções criativas e inovadoras para combater o tráfico de animais ao redor do mundo.

“Infelizmente a falsificação da documentação de transporte animal é mais frequente do que imaginamos, o que dificulta o trabalho da fiscalização. Com o nosso aplicativo, cada documento terá o seu próprio QRCode e o fiscal receberá a cópia, para conferir os dados ou se é uma tentativa de falsificação. Também criamos um site interligado ao aplicativo para que as pessoas possam denunciar caso vejam alguma situação de tráfico”, explica Maira Gazzi Manfro, estudante de Engenharia Química e integrante do grupo Rapinas da Mata.

Também participaram do projeto Camila Siqueira Costa, estudante de Medicina Veterinária, Junior da Silva Mata, estudante de Arquitetura, Davi Coscarelli Ciriaco, estudante de Ciência da Computação, e Luciano da Silva Dantas, estudante de Tecnologia da Informação.

O grupo avisa que pretende compartilhar mais sobre o conhecimento que estão adquirindo nas redes sociais, com o objetivo de divulgar informações e conscientizar a população sobre problemas que as pessoas normalmente não veem.