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Fauna brasileira: espécies em extinção na caatinga

A Caatinga é um dos biomas mais afetados pela ação do homem na natureza, prejudicando a vida da flora e da fauna da região

1 de julho de 2013
publicado por
Redação

Único bioma exclusivamente brasileiro, a Caatinga está presente em nove estados. Com uma extensão territorial de aproximadamente 826.411 km, a região corresponde a 10% do território do país e possui uma grande diversidade de fauna e flora.

Caatinga

Foto: Deltafrut

A Caatinga é um dos biomas mais afetados pelas atividades humanas. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, mais de 80% de sua área já foi alterada pela ação humana, perdendo apenas da Mata Atlântica.

Isso acontece porque o bioma enfrenta problemas como o desmatamento, exploração de madeiras, queimadas, extração da mata nativa, monocultura de cana-de-açúcar, e principalmente, a substituição de espécies vegetais nativas por pastagens.

Além disso, a região conta com cerca de 27 milhões habitantes, segundo o IBGE, e enfrenta problemas sociais – baixo nível de renda, de escolaridade, falta de saneamento e alto índice de mortalidade -, e climáticos.

Caatinga

Foto: vpillar

Durante as grandes secas, por exemplo, as safras agrícolas são menores e os animais domésticos morrem por fome, pela falta de água, ou pela caça de subsistência. O problema é um dos grandes responsáveis pelo aumento na taxa de extinção de animais.

Segundo estudos da Conservação Internacional – Brasil (CI – Brasil), divulgados em 2010, a região conta com 932 espécies de plantas, 187 de abelhas, 240 de peixes, 167 de répteis e anfíbios, 510 tipos diferentes de aves e 148 de mamíferos.

Dados do Instituto Chico Mendes apontam que existem mais de 60 espécies em extinção na caatinga. Confira alguns exemplos:

• Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus lear)

Araras

Foto: cyromasci

• Pitu (Macrobrachium carcinus)

• Morcego vermelho (Myotis ruber)

• Gato-maracajá (Leopardus wiedii)

• Tatu-bola (Tolypeutes tricinctus)

Tatu-bola

Foto: acaatinga

Preservação

Um estudo realizado pelo Banco Mundial em parceria com a WWF definiu prioridades para a conservação da biodiversidade no mundo, estabelecendo cinco níveis, por ordem de relevância: prioridades I, II, III, IV e V. A Caatinga foi classificada no nível I, o mais alto.

Com o intuito de melhorar a imagem e acolher espécies ameaçadas, o bioma possui uma reserva natural, localizada nos Sertões dos Inhamuns. Em 5.646 hectares, o local abriga algumas amostras da flora e da fauna e possui um centro de visitas em sua sede.

A Caatinga conta com outros órgãos e associações que visam preservar o bioma e amenizar os problemas causados pelo homem. Apesar disso, a região ainda é considerada pouco explorada por estudiosos e pesquisadores.

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