Estudo aponta que Brasil baterá recorde na produção de orgânicos em 2017

© Depositphotos.com / forestpath A agricultura familiar tem grande importância no crescimento de orgânicos no Brasil.

De acordo com um levantamento desenvolvido pela Coordenação de Agroecologia (Coagre) da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o ano de 2017 será histórico para a área de produção orgânica no país, que registrará um aumento significativo em relação aos 750 mil hectares apontados no ano passado.

Como justificativa para a boa notícia, a Coagre explica que a produção recorde de orgânicos será impulsionada, sobretudo, pela agricultura familiar. Isto porque, no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (CNPO), cerca de 75% de todos agricultores cadastrados são familiares, que, por sua vez, encontram no setor uma grande oportunidade para comercializar seus alimentos por um bom valor, sem necessitar de insumos agroquímicos.

Também desta forma, os agricultores acreditam que a produção orgânica se torna uma opção muito mais segura para os seus consumidores e estabelece uma relação mais saudável com o meio ambiente.

O estudo da Coagre aponta que uma crescente de 6.700 unidades em 2013 para 15.700 registradas em 2016 para este tipo de plantio – mais que o dobro no período de apenas quatro anos. Entre as regiões que mais se destacam pela produção, o Sudeste lidera com 333 mil hectares, seguido por Norte (158 mil), Nordeste (118,4 mil), Centro-Oeste (101,8 mil) e Sul (37,6 mil), respectivamente.

O Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) é o responsável pelo incremento no número de agricultores familiares voltados para a produção orgânica, tendo como objetivo “fortalecer o setor agrícola com base agroecológica e orgânica, além de ampliar a oferta e o consumo de alimentos saudáveis, apoiar o uso sustentável dos recursos naturais e disseminar o conhecimento em agroecologia, de forma a promover a melhoria da qualidade de vida da população brasileira do campo e das cidades”.

“O primeiro PLANAPO, de 2013 a 2015, contribuiu para o crescimento da produção de orgânicos. No segundo PLANAPO, que vai até 2019, pelo menos mais oito mil agricultores familiares devem se cadastrar por meio de projetos apoiados pela Sead”, enfatiza Suiá Kafure da Rocha, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do Planapo.

Confira a nota na íntegra no site da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, clicando aqui.

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