Sistema modular que mostra o passo a passo do processo de reciclagem foi atração no stand da Braskem na Feiplastic 2019

642 Visualizações

Os resíduos plásticos que são descartados ao término do consumo de um produto não são o fim, mas sim, o começo da fabricação de novos novos produtos.  

Todo o caminho percorrido para chegar a esse resultado, por um dos materiais mais presentes à nossa rotina — o plástico — pode ser entendido na interação com o projeto “Reciclar é Transformar” da Braskem.

Por meio de uma estrutura modular, são comunicadas, de forma interativa e didática, todas as etapas desse processo de reciclagem e transformação do material. O projeto, que percorrerá feiras e outros eventos ao longo de 2019, foi atração na Feiplastic (Feira Internacional do Plástico), que aconteceu em São Paulo, entre os dias 22 e 26 de abril, e atraiu mais de 4.000 pessoas que, de alguma forma, levaram conhecimentos importantíssimos sobre a reciclagem para suas vidas e hábitos do dia a dia.

A Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas e líder mundial na produção de biopolímeros, que se empenha diariamente para melhorar a vida das pessoas por meio de soluções sustentáveis da química e do plástico, engajando a cadeia de valor para o fortalecimento da Economia Circular, desenvolveu o sistema modular em parceria com a empresa Dinâmica Ambiental, especialista em logística reversa e gestão de resíduos. O objetivo é promover o engajamento do consumidor na Economia Circular, conceito de consumo consciente que busca formar um ciclo sustentável da produção ao descarte. “O “Reciclar é Transformar” foi criado para aproximar a prática da reciclagem ao dia a dia das pessoas. Afinal, o consumidor é peça chave nesse processo, uma vez que o descarte correto é de responsabilidade dele”, comentou a diretora da área de Reciclagem & Plataforma Wecycle da Braskem, Fabiana Quiroga.

Interação

O consumidor é o responsável por fazer a engrenagem da reciclagem funcionar. A interação com o sistema começa com a simulação da separação do plástico, que pode ser feito dentro das próprias casas. O segundo passo é a trituração. De forma lúdica, o sistema mostra o plástico sendo triturado em pequenos pedaços, o que permitirá maior eficiência na terceira etapa do processo — a lavagem e posteriormente a secagem. É isso o que possibilita a produção do material reciclado com qualidade. Na etapa da lavagem, é importante lembrar que a água utilizada é reaproveitada nas próximas lavagens, em circuito fechado, por inúmeras vezes.

Na etapa seguinte, de extrusão, o plástico é derretido, e após a fusão, é transformado em longos fios de plástico que passam por uma faca giratória para serem cortados em pequenas bolinhas, transformando-se em grãos conhecidos como pellets.

Por fim, a última etapa, a de transformação, os grãos de plástico são fundidos novamente em uma máquina para dar origem a produtos reciclados que utilizamos em nosso dia a dia.

Conscientização

Quem interagiu com o projeto “Reciclar é Transformar”, na Feiplastic, afirmou que a experiência trouxe uma nova visão sobre a reciclagem e a importância da contribuição de cada agente da sociedade nesse processo. “Achei muito interessante, pois é muito legal ver que o resíduo plástico tem destinação e tem como ser reaproveitado”, falou a engenheira civil Stella Maria Sulz Barbosa Borges, que veio de Varginha, Minas Gerais, conferir as novidades da feira.

“Tem que ter consciência de reciclar tudo que possa, porque, senão, chegará uma hora que esgotaremos o meio ambiente e não teremos onde viver”, disse o consultor de negócios Fernando Rotondano, de São Paulo.

Para a diretora da área de Reciclagem da Braskem, o projeto cumpre o papel a que se propõe: o de mostrar que, para que a reciclagem de materiais seja uma realidade, é preciso um esforço conjunto de toda a cadeia, incluindo os consumidores, e assim, promover a valorização desse mercado e também dos produtos reciclados. “

“Acreditamos que iniciativas como esta são importantes para aumentar o conhecimento, bem como a valorização de resíduos plásticos na economia e, principalmente, o papel de todos nós no processo”, afirma Quiroga.