Responsabilidade compartilhada assegura preservação ambiental

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Em menos de nove meses, são consumidos mais recursos naturais do que o planeta produz em um ano. Conter essa situação desenfreada e não esgotar o meio ambiente é responsabilidade a ser compartilhada entre toda a sociedade.

Um dos materiais que precisa da junção de esforços para ter a destinação correta e não prejudicar a natureza é o plástico, presente em quase tudo o que faz parte do nosso dia a dia. A responsabilidade compartilhada tem como propósito articular e ativar uma rede de cooperação que integre produção, consumo e pós-consumo nas cadeias em que os plásticos estão inseridos. São objetivos da responsabilidade compartilhada a redução da geração de resíduos sólidos; do desperdício de materiais; da poluição; dos danos ambientais; além do estímulo ao desenvolvimento de mercados, produção e consumo de produtos derivados de materiais reciclados e recicláveis.

Os olhos da sociedade têm se voltado ao plástico. Relatórios preveem que 111 milhões de toneladas de resíduos desse tipo devem acabar em aterros sanitários e oceanos até 2030.  A responsabilidade compartilhada está aí para que essa situação seja somente uma previsão que não chegue a se concretizar.

Exemplo de sucesso

A Noruega está fazendo a sua parte para não colaborar com esse cenário previsto nos relatórios.Por lá, 97% das garrafas plásticas são recicladas. Desse total, 92% atinge níveis tão completos de reciclagem que os objetos voltam ao mercado. Alguns materiais chegam a ser reciclados mais de 50 vezes e apenas 1% do plástico produzido e consumido no país não é reaproveitado.

Por lá, há um imposto ambiental variável sobre as fabricantes de plástico. Quanto mais a empresa recicla, menor a taxa. Se a empresa reciclar mais de 95% do que produz – o que acontece com todas as empresas desde 2011 –, ela não é obrigada a pagar o imposto.

Também há incentivo para quem destina as embalagens pós-uso no lugar correto. O valor pago varia de R$ 0,50 a R$ 1 por volume, dependendo da quantidade. As pessoas podem devolver os produtos aos estabelecimentos onde fizeram a compra ou depositar em máquinas especiais criadas por empresa responsável pelos depósitos e galpões de reciclagem no país.  Parte do sucesso do sistema se dá à aceitação do conceito dentro de toda a cadeia comercial, da indústria ao varejo.

Reciclagem de copos descartáveis

No Brasil, uma ação que une fabricante,  consumidores e profissionais da reciclagem foca em outro objeto também de grande utilidade no cotidiano: os copos descartáveis, aqueles muito comumente usados em confraternizações ou no café de cada dia no escritório.

Por aqui, a Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, desenvolve o Programa de Reciclagem de Copos Descartáveis de PP. Feito em parceria com a empresa Dinâmica Ambiental, especialista em logística reversa e gestão de resíduos, conta com o apoio das empresas Altacoppo, Copobras e Jaguar Plásticos.

O programa atua com iniciativas para fortalecer a economia circular e o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis. O projeto integra a plataforma Wecycle, que busca promover negócios e iniciativas para a valorização de resíduos plásticos por meio de parcerias que envolvam a reciclagem.

O plástico tipo PP é muito utilizado em razão da qualidade que possui: apresenta elevada resistência química a solventes e à fratura por flexão ou fadiga; boa resistência ao impacto acima de 15ºC e boa estabilidade térmica. Com 100% de possibilidade de ser reciclado, copinhos coletados nas empresas que aderem ao programa são encaminhados para recicladoras parceiras Wecycle, como a Jaguar Plásticos. O material, então, é transformado em resina pós-consumo e utilizado na fabricação de novos produtos, como tampas para cosméticos e utensílios domésticos.