Resíduo da castanha de caju vira energia solar

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Quando pensamos em meio ambiente e práticas sustentáveis na geração de energia, na hora a gente já pensa em energia solar, que é renovável e limpa. O ponto é que o custo para se adquirir a tecnologia que permite o acesso a essa fonte de luz e calor direto do sol ainda é muito cara.

E foi justamente essa desvantagem que serviu de inspiração para o Diego Pinho, doutorando da Universidade Federal do Ceará, que já há algum tempo pesquisa alternativas de placas solares que sejam mais sustentáveis e acessíveis.

Inovação made in Brazil

O Ceará é um dos maiores produtores brasileiros de castanha de caju e, por ser este um subproduto de origem regional gerado em grandes volumes, (muitas vezes, descartado) o custo no mercado é baixo.

Isso motivou o estudante e equipe da UFC a analisarem superfícies para coletores solares térmicos a partir do líquido da casca da castanha de caju. De acordo com o estudo que ainda está em andamento, esse líquido, chamado LCC, é um óleo altamente eficiente para captar radiação solar e pode ser usado para gerar energia fotovoltaica térmica. Eles acreditam que uma placa solar a partir deste resíduo seja até mais eficiente do que as convencionais atualmente no mercado, que, aliás, são feitas com metais tóxicos.

Ainda é preciso mais aprofundamento para observar como ela se comporta em um período maior de teste em condições ambientais, mas os pesquisadores acreditam que, com alguns aperfeiçoamentos na superfície da placa, a capacidade de absorção com o LCC sejam ainda melhores.

O estudo foi interrompido devido à pandemia de covid-19, mas Diego espera que conhecimento gerado por esse projeto seja transferido para o setor produtivo da energia solar térmica, reduzindo os custos para uma obtenção limpa e sustentável. A gente também espera! Afinal, é um benefício para a sociedade, na medida em que a inovação permite que mais pessoas tenham acesso a um item básico como a energia, reduz os impactos financeiros e tudo isso sem agredir o meio ambiente. E ainda por cima é 100% nossa!

Fontes: Agência UFC | O Otimista | Portal Rondon | UFC