Madeira transparente pode substituir o vidro

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KTH Real Instituto of Technology/ Peter Larsson Transformação não prejudica as características tradicionais da madeira.

Inúmeras pesquisas são realizadas todos os dias em laboratórios espalhados no mundo inteiro, desenvolvidas com o objetivo de encontrar, através da tecnologia, novas soluções sustentáveis para os problemas ambientais do planeta. Recentemente, em uma dessas experiências, um grupo de cientistas suecos do Instituto Real de Tecnologia KTH descobriu uma nova solução derivada de uma substância pertencente à madeira.

O novo material descoberto, popularmente batizado como “madeira transparente”, é resultado da extração de lignina da madeira (substância que impede a entrada de luz) e o acréscimo de propriedades do acrílico. A partir da combinação, a madeira se torna uma nova matéria híbrida muito mais transparente, sem prejudicar suas características tradicionais.

De acordo com Lars Berglund, um dos pesquisadores, o novo material desenvolvido teve uma grande performance nos testes realizados e já apresenta qualidade suficiente para produção em larga escala – o que significa dizer que a madeira transparente está apta a substituir o vidro tanto para janelas e mesas como em construções arquitetônicas expressivas. As informações foram publicadas no site Science Daily.

Os esforços dos cientistas se concentram agora em aprimorar as propriedades da nova madeira, para que, daqui algum tempo, se discuta a utilização do material para casas, prédios e imóveis em geral. Vale lembrar que o processo de decomposição do vidro pode levar até quatro mil anos (fontes não-oficiais falam até em tempo indeterminado), tornando a madeira transparente uma solução muito mais econômica, rentável e ecologicamente correta.

Ainda segundo os pesquisadores, o material possui grande valor para ser empregado em painéis solares, barateando toda a operação. “A madeira transparente é um bom material para células solares, e, já que é de baixo custo, tem recursos prontamente disponíveis e renováveis”, concluiu Berglund.

Em 2015, uma equipe de pesquisadores da universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, realizou uma série de estudos, no qual foram desenvolvidos microchips fabricados a partir da madeira. Com a nova madeira descoberta, a expectativa é de que grandes novidades sejam apresentadas nos próximos meses com o material.