Existem mais de 5 milhões de residências e comércios que já utilizam a energia solar como fonte de eletricidade. São mais de 110 GW gerados anualmente, o que significa um aumento de 7.800% nos últimos 12 anos. Para termos uma ideia da magnitude desse número, a usina de Itaipu gera 14 GW de energia.

Somente no último trimestre foram instalados mais 9 GW de capacidade de geração de energia elétrica através do sol.

Sol
Foto: victor_de_lara

Quem está investindo em energia solar?

A Europa representa 70% do mercado mundial de energia solar, sendo a Alemanha e a Itália os principais consumidores. Logo em seguida, aparecem China, Japão e Estados Unidos.

Não é mera coincidência que as maiores economias do mundo estejam investindo de forma massiva em energia solar. Estes países possuem estratégias de investimento em longo prazo e já não possuem dúvidas da importância estratégica em inserir as energias renováveis de forma representativa em suas matrizes energéticas.

A geração de energia solar já é vista nos mais variados lugares: hospitais, escolas, hipermercados, residências, indústrias e até em navios e aviões.

O exemplo a ser seguido

A cidade de Lancaster, localizada no estado da Califórnia, é a nona cidade com crescimento mais rápido em todos os Estados Unidos.

Assim como toda organização em expansão, seja ela pública ou privada, Lancaster possuía o desafio de controlar seu orçamento e, ao mesmo tempo, garantir o suprimento de energia necessário para suportar a acelerada expansão de suas empresas. Em 2009, seus governantes decidiram investir em energia solar.

A estratégia mais adequada e com melhor retorno a longo prazo, em todos os aspectos, seria o Governo destinar esse montante de R$ 20 bilhões no uso de energias renováveis. Imagina quanta coisa boa o Brasil conquistaria em termos de sustentabilidade?”

A cidade dividiu seu projeto em três etapas: na primeira fase os prédios e espaços públicos foram os primeiros a gerar energia solar. Aproveitaram desde o espaço de estacionamentos de diversos campos de beisebol, que receberam um teto formado por painéis fotovoltaicos, até o teto de edifícios como o do Centro de Artes do Teatro Municipal. Somente nesta etapa, a economia estimada na conta de luz para os próximos 15 anos é de aproximadamente US$ 7 milhões.

Logo depois, cerca de 150 residências e 10 comércios locais receberão a instalação do kit gerador de energia solar. Já na terceira etapa, será a vez de 25 escolas municipais, que atendem aproximadamente 18 mil estudantes, receberem os kits, ganhando uma redução expressiva na sua conta de luz.

Nossas escolhas

Ao reduzir o custo da energia elétrica, no início de 2013, para as residências e indústrias na tentativa de combater o aumento da inflação, o Governo Brasileiro escolheu o caminho mais fácil, mais incerto e com pensamento a curto prazo. Para alcançar esse feito foi prorrogada as concessões de geração, transmissão e distribuição de energia que vencem entre 2015 e 2017 por mais 30 anos e em troca as empresas concessionárias tiveram que aplicar de forma imediata descontos nas contas de luz e ainda assim vão receber R$ 20 bilhões do Governo em quatro anos, como forma de reembolso por estes descontos concedidos.

A estratégia do Governo surtiria efeito no bolso do consumidor se não fosse por um acontecimento: a falta de chuvas, que resultou no acionamento das usinas termelétricas, encarecendo novamente a tarifa de energia elétrica e reduzindo substancialmente os benefícios do então anunciado corte na conta de luz.

A estratégia mais adequada e com melhor retorno a longo prazo, em todos os aspectos, seria o Governo destinar esse montante de R$ 20 bilhões no uso de energias renováveis. Imagina quanta coisa boa o Brasil conquistaria em termos de sustentabilidade?

A boa notícia

A boa notícia é que a gente não precisa esperar mais pelas decisões do Governo para investir em energias renováveis. A combinação de diversos fatores faz com que este seja o momento certo para investir em energias renováveis no Brasil:

• Criação de linhas de financiamento dedicadas para este mercado, com taxas inferiores àquelas usualmente praticadas pelos bancos;

• Queda expressiva nos preços dos painéis solares nos últimos anos (quem não se lembra o valor de um celular há 15 anos atrás?);

• Nova legislação que permite conectar seus painéis solares a rede elétrica. Desta forma, não existe mais a necessidade de armazenar o excedente produzido em baterias como acontecia antigamente. Agora, a energia produzida e não consumida é enviada para a rede elétrica e desse excedente é gerado um crédito em sua conta de luz, que pode ser utilizado pelos próximos 36 meses;

• Valorização cada vez maior das marcas das empresas que investem em sustentabilidade.

Nos próximos textos abordaremos estas e demais informações sobre o mercado de energia solar. Não percam!