Como ajudar crianças obesas e com colesterol elevado?

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Se você conhece alguma criança que está enfrentando este problema, saiba que é possível ajuda-la, inserindo em seu dia a dia novos hábitos e alimentos saudáveis, sem precisar proibir ou ser restritivo demais. Veja algumas dicas para tornar isso possível!

 

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo revelou que mais da metade das crianças paulistas, ou seja de 51%,  apresentam sobrepeso ou obesidade infantil.

As causas são complexas e multifatoriais, mas o sedentarismo aliado a alimentos pouco saudáveis, contribuem muito para isso. Em alguns casos, a alteração de colesterol e triglicérides em crianças pode ser causada por uma herança genética, mas em geral, os hábitos alimentares são os grandes responsáveis.

O colesterol alto em crianças é uma doença silenciosa e perigosa: não apresenta sintomas e pode ocorrer em crianças magras. E o problema em não cuidar desta questão ainda na infância, é que, na idade adulta, crescem as chances das doenças cardiovasculares.

A orientação começa bem cedo

Se uma criança apresenta obesidade ou colesterol alto, os pais devem tomar uma atitude urgente para mudar isso. Procurar ajuda profissional é o primeiro passo. Um pediatra e um nutricionista saberão quais os alimentos (e quantidades) devem ser oferecidos para reverter este problema.

Por outro lado, nada disso vai resolver se os hábitos alimentares da família forem completamente errados. A criança reflete o comportamento dos adultos, portanto, se o seu filho come mal, comece revendo a maneira como a família se alimenta. Provavelmente ele está seguindo os passos das pessoas com quem convive.

Deixe comida de verdade à disposição

Não encha os armários com balas, biscoitos e chocolates. Se a criança não tiver esse tipo de “tentação” dentro de casa, ela provavelmente vai buscar outras alternativas. Por isso, deixe sempre à mão de seu filho frutas, legues e vegetais, incentivando sempre o seu consumo. No caso de haver uma sobremesa diferente em casa, ao contrário de proibir, proponha uma troca! Diga à criança que ela só comerá a sobremesa se, antes, comer uma fruta. Assim, ela ficará mais saciada e sobrará pouco espaço para o doce.

Procure manter disciplina nos horários

Ter hora para comer e fazer as refeições em família é fundamental para bons hábitos alimentares. Um estudo feito pela Universidade Harokopio, na Grécia, analisou mais de mil crianças, com idades entre nove e treze anos, e constatou que aquelas que comiam à mesa, com os familiares, consumiam mais vegetais e eram mais saudáveis do que as crianças que não tinham esse hábito.

Foco na comida!

Hoje em dia é muito comum a criança querer fazer as refeições assistindo desenho no tablet ou celular. Este é um hábito extremamente prejudicial, em qualquer fase da vida. Alimentar-se com distração, pode elevar o consumo calórico em até 20%, de acordo com uma pesquisa do Departamento de Ciências da Saúde (DSA) da Universidade Federal de Lavras (UFLA). A pesquisa foi feita com adultos, mas a regra também é válida (e muito importante) para as crianças.

Incentive a prática de atividades

Para ter um crescimento saudável, a criança precisa brincar, correr e praticar esportes, e não passar horas na frente da tela de um celular. Uma Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, feita pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que 65,5% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental não realizavam 300 minutos de atividades físicas na semana, e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que essa frequência chegue, pelo menos, a 420 minutos.

Aqui, mais uma vez entra o exemplo: se a criança vê seus pais o tempo todo no celular, sem praticar nenhum tipo de atividade física, certamente elas agirão da mesma maneira. Então, se você é mãe ou pai, pense nisso: o seu filho seguirá o seu exemplo e não o seu conselho.