Tráfico de animais é lembrado em campanha de conscientização

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Arara Azul
Foto: Ana Cotta

No próximo domingo (29) será iniciada, em Brasília, a Campanha Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Selvagens promovida pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária. O trabalho proposto para atuar em todas as cidades brasileiras pretende despertar a opinião pública sobre os maus tratos sofridos pelos animais submetidos ao tráfico e impedir a continuidade desse crime.

De acordo com Rogério Lange, presidente da Comissão Nacional de Animais Selvagens, a campanha serve para comunicar o prejuízo que essa prática ilegal representa na redução da diversidade, além de alertar que o tráfico compromete o equilíbrio do ecossistema e causa sofrimento para os animais.

O conselho adverte que não apoia o fato desses animais silvestres serem adotados como bichos para viver em casa, pois podem provocar doenças ao ser humano. “As pessoas que têm animais de estimação de origem selvagem, têm porque gostam de animais, é um amor que causa um dano incomensurável, esse é o alerta que a gente quer fazer, é um amor madrasto que não deve seguir nesse rumo”, relata Rogério Lange à Agência Brasil.

Segundo última pesquisa realizada pela Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Selvagens (Renctas), em 2001, 38 milhões de animais são retirados da natureza todo ano, cerca de 400 por dia. O estudo ainda revela que 90% dessas espécies morrem antes de chegar ao destino.

“As pessoas que têm animais de estimação de origem selvagem, têm porque gostam de animais, é um amor que causa um dano incomensurável, esse é o alerta que a gente quer fazer, é um amor madrasto que não deve seguir nesse rumo”, Rogério Lange, presidente da Comissão Nacional de Animais Selvagens.

 

 
A campanha foi criada justamente para evitar que todos estes animais passem por este sofrimento e péssimas condições de sobrevivência causadas pelo tráfico. A ideia é dizer que esses animais silvestres (os que não estão acostumados a viver em ambiente doméstico) devem continuar no seu habitat e que a população não procure adquiri-los por meios ilícitos para não fortalecer o comércio ilegal.

Onça - pantanal
Foto: revistabula

Resultado de ações anteriores

A Renctas exibe dados os quais revelam que só neste segundo semestre, em Brasília, foram apreendidos cerca de 1 mil animais, quantidade quase 20% superior às ocorridas no mesmo período de 2012.

Como funciona a campanha?

Para dar continuidade aos números promissores, a campanha pretende ser expandida e atuar em praças públicas, parques, shoppings e zoológicos, e contará com a presença de médicos veterinários e zootecnistas, esclarecendo o tema para a população através de cartilhas que explicam, por exemplo, como denunciar o tráfico de animais às autoridades e o risco das doenças que podem ser transmitidas por eles.