A trigésima Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas chegou ao fim, mas as discussões sobre o futuro do planeta estão longe de terminar. O ano de 2026 promete ser decisivo para o movimento ambientalista mundial, com uma série de eventos que podem definir os rumos da política climática global.
O que vem depois de Belém
Após os debates intensos realizados na capital paraense, o mundo volta os olhos para os próximos passos na luta contra as mudanças climáticas. A COP 30 estabeleceu algumas diretrizes importantes, mas muitas questões ficaram em aberto, aguardando resoluções em encontros futuros.
Os especialistas em clima já começam a mapear os eventos que merecem atenção especial no próximo ano. Essas reuniões e conferências serão fundamentais para manter o ritmo das negociações e garantir que os compromissos assumidos em Belém não fiquem apenas no papel.
Calendário climático de 2026
O cronograma de eventos climáticos para 2026 inclui diversas reuniões técnicas, conferências regionais e encontros preparatórios que antecederão a próxima COP. Cada um desses momentos representa uma oportunidade para avançar nas discussões sobre financiamento climático, metas de redução de emissões e adaptação às mudanças já em curso.
As reuniões intermediárias ganham importância especial porque permitem que os países ajustem suas posições, negociem detalhes técnicos e construam consensos antes dos grandes encontros. Sem esses preparativos, as COPs correm o risco de se tornarem apenas eventos protocolares, sem avanços concretos.
Financiamento climático em foco
Uma das questões centrais que permanece em discussão é o financiamento para ações climáticas nos países em desenvolvimento. A COP 30 trouxe alguns avanços nessa área, mas as necessidades são enormes e os recursos disponibilizados ainda ficam aquém do necessário.
Os eventos de 2026 devem abordar mecanismos inovadores de financiamento, parcerias público-privadas e formas de acelerar o fluxo de recursos para projetos de mitigação e adaptação. Essa discussão é particularmente relevante para países da América Latina, África e Ásia, que enfrentam os maiores desafios climáticos com recursos limitados.
Tecnologia e inovação na agenda
Outro tema que ganhará destaque nos próximos encontros é o papel da tecnologia na transição energética. As discussões devem abordar desde soluções já consolidadas, como energia solar e eólica, até tecnologias emergentes, como captura de carbono e hidrogênio verde.
A transferência de tecnologia entre países desenvolvidos e em desenvolvimento também estará na pauta. Muitas nações possuem conhecimento e recursos para desenvolver soluções climáticas, mas enfrentam barreiras para acessar essas tecnologias ou adaptá-las às suas realidades locais.
Adaptação ganha importância
Enquanto a mitigação das emissões continua sendo prioridade, a adaptação às mudanças climáticas já em curso ganha cada vez mais espaço nas discussões internacionais. Os eventos de 2026 devem dedicar atenção especial a estratégias de adaptação, especialmente para comunidades vulneráveis.
Isso inclui desde sistemas de alerta precoce para eventos climáticos extremos até mudanças na agricultura e gestão de recursos hídricos. A adaptação deixou de ser vista como um “plano B” e passou a ser reconhecida como parte essencial da resposta às mudanças climáticas.
O papel das cidades
As administrações municipais também terão papel de destaque nos eventos climáticos de 2026. Cada vez mais, as cidades são reconhecidas como atores fundamentais na implementação de políticas climáticas, já que concentram a maior parte da população mundial e são responsáveis por uma parcela significativa das emissões.
Os encontros do próximo ano devem abordar soluções urbanas para o clima, desde transporte público limpo até construções sustentáveis e gestão de resíduos. As experiências bem-sucedidas de diferentes cidades ao redor do mundo serão compartilhadas e adaptadas para outras realidades.
Juventude e sociedade civil
A participação da sociedade civil, especialmente dos jovens, continua sendo um elemento vital nas discussões climáticas. Os eventos de 2026 devem manter espaços para que essas vozes sejam ouvidas e suas propostas sejam incorporadas às políticas oficiais.
A COP 30 pode ter terminado, mas a jornada rumo a um futuro mais sustentável está apenas começando. Os eventos de 2026 serão oportunidades valiosas para transformar as promessas feitas em Belém em ações concretas que realmente façam a diferença para o planeta.








