Os avanços do reflorestamento no Brasil

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Muda de árvore
Foto: uol

Reflorestar significa reimplantar a flora em um local onde já havia vegetação, mas que foi depredada pela ação do homem ou por fatores naturais. O termo não pode ser utilizado para designar apenas o plantio, já que necessariamente tem que estar se referindo a uma área que já existia plantação e que foi depredada. Esse replantio pode ocorrer de duas maneiras: na primeira respeitando as espécies nativas da região, uma prática desejável, já que contribui com o ecossistema e a preservação da fauna local. Já a segunda, replanta espécies não locais, que muitas vezes descaracterizam e destroem o ecossistema regional.

O reflorestamento ocorre no Brasil em diversos níveis e com diferentes finalidades. Há políticas governamentais que incentivam a prática, tornando uma ação comum praticada por empresas, instituições, órgãos governamentais e outros. O código florestal, por meio da Lei 4.771 de 15 de setembro de 1965, é a legislação que regula o reflorestamento, visando a preservação da flora brasileira.

Empresas de setores variados têm se interessado pela atividade, com intenções diversas, como realizar reparos ambientais e até participação do mercado mundial de carbono. Vale ressaltar que grande parte das empresas realiza o reflorestamento com o objetivo de utilizar a madeira para suas atividades industriais, como é o caso de fábricas de papéis, que precisam de celulose, ou até de empresas de combustíveis, que necessitam da cana-de-açúcar.

Nesses casos, em que se têm apenas interesses econômicos envolvidos, a biodiversidade fica comprometida, já que a intenção é apenas garantir matéria-prima para a indústria. Existe também a possibilidade de empresas terem a preocupação com o estado natural, buscando preservar lençóis freáticos, o solo e até a qualidade do ar, de acordo com as características da região.

Reflorestamento
Foto: florestalonline

Nas duas maneiras, a recuperação da mata é realizada em diversos estágios. Primeiramente, são plantadas as espécies pioneiras, que crescem rápido e trazem resultados em curto prazo, depois disso plantam-se as espécies com um ciclo de vida mais longo, são as chamadas “clímax”. É feito um equilíbrio entre a plantação das duas espécies, assim as pioneiras crescem e fornecem sombra para as clímax, sem prejudicá-las.

No Brasil, podemos citar alguns projetos de reflorestamento, como é o caso da WWF-Brasil, organização não-governamental que encoraja empresas a recuperar a natureza, além de proteger áreas naturais. A SOS Mata Atlântica também tem um trabalho que visa o reflorestamento da mata por meio de informações, apoio a projetos e mobilizações. Vale ressaltar que em 11 anos, o reflorestamento da Mata Atlântica absorveu cerca de 1,2 milhão de toneladas de CO2, um dos grandes vilões do aquecimento global.