Toneladas de alimentos continuam sendo destruídas na Rússia

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© Depositphotos.com / Reprodução / NYT Atitude revolta população, uma vez que 16% da população passa fome atualmente.

Mesmo ciente de que 16% da população russa, ou seja, 23 milhões de pessoas, vivem abaixo da linha da pobreza, o governo russo tem mandado destruir toneladas de alimentos. A medida serviu de punição aos distribuidores que desobedeceram a ordem do presidente Vladimir Putin e importaram alimentos dos Estados Unidos e da União Europeia, países que lançaram sanções contra a Rússia, por causa da crise ucraniana.

Uma escavadora está esmagando maçãs, queijos, tomates e cenouras. E toda a carne é queimada em fornos industriais. Antes do decreto de Kremlin, que entrou em vigor em meados deste mês, os alimentos sob embargo eram devolvidos ao seu país de origem. Mas agora a ordem é destruir tudo o que é apreendido pelos serviços aduaneiros.

Indignados com a situação, quase 300 mil pessoas assinaram uma petição online no Change.org pedindo que o governo distribua os alimentos em vez de destruí-los. Afinal de contas, entre os anos 20 e 40, nos tempos da União Soviética, os russos sofreram com a fome.