Geração de energia em Oslo é afetada pela falta de lixo

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Lixo
Foto por: epSos.de

Enquanto o Brasil deixa de gerenciar uma demanda grande de lixo produzido em seus municípios, Oslo, na Noruega, importa resíduos sólidos de outros países para continuar a gerar energia elétrica, abastecendo a cidade.

Toda a cidade de Oslo é abastecida com a energia da queima de lixo, que hoje chega a 1,5 TW/h (terawatt por hora), o suficiente para fornecer energia elétrica para 150 mil residências. Mas, ultimamente, mesmo importando resíduos sólidos de países vizinhos, eles estão sofrendo com a falta deste recurso para produzir energia para uma população de 1,4 milhões de habitantes. Segundo o The New York Times, este problema também afeta outras cidades da Europa.

O sistema de incineração de lixo é realizado por uma empresa norueguesa, a Halfslund Group, que afirma que substituirá todos os combustíveis fósseis para este tipo de demanda energética até 2016. A empresa acredita que ainda é mais viável importar lixo dos Estados Unidos, uma vez que o custo de transporte terrestre ou navio é mais barato. Em uma simples comparação, o lixo na Europa virou uma espécie de commodity, fonte de energia em grande escala que é comercializada a nível mundial.

Usina de Energia
Foto: gara

É importante salientar que a população de Oslo ajuda muito neste processo de geração de energia das usinas, pois leva muito a sério a questão da reciclagem. Plásticos são colocados em sacolas azuis, vidro em outras e lixo orgânico em sacolas verdes que são distribuídas em lojas e supermercados gratuitamente.

A importação de lixo virou tendência em outros países europeus como Alemanha e Suécia, que pretendem importar 800 mil toneladas de resíduos do resto da Europa. Porém a ideia de importar lixo não soa bem para alguns ambientalistas. De acordo com Lars Haltbrekken, diretor do grupo ambientalista norueguês, “este comportamento condiciona as pessoas a produzirem cada vez mais lixo”, afirma. O diretor explica que a conscientização para a redução do número de resíduos sólidos vem em primeiro lugar na escala dos objetivos sustentáveis.