O crédito de carbono e a sustentabilidade no mundo

Co2

Foto: abcenvironnement

Para reduzir a emissão de gases poluentes, o Protocolo de Quioto estabeleceu que os países desenvolvidos deveriam reduzir, entre 2008 e 2012, suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em 5,2%, em relação aos níveis medidos em 1990. A fim de atingir o objetivo, o acordo instituiu o “Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)”, responsável pela distribuição de créditos de carbono.

Os créditos funcionam como certificados, enviados às empresas e países que reduzem a emissão de dióxido de carbono, por meio de projetos de sustentabilidade em todo o mundo. Cada crédito de carbono equivale a uma tonelada de CO2 (dióxido de carbono) que deixou de ser produzido.

As empresas que conseguem os créditos podem vendê-los nos mercados financeiros nacionais e internacionais. Funciona assim: a empresa que não é poluidora gera créditos de compensação e os vende para uma companhia poluidora.

Para sistematizar o processo, o programa é regido pelas regras do protocolo – envolvem limite (cota) para a emissão de gases e negociação para venda do excedente.

Ações no Brasil

Ciclofaixa na Av. Paulista

Ciclofaixa na Av. Paulista – Foto: Terra

Para o Brasil manter a sua posição entre os países que participam do mercado de carbono – atualmente estamos em terceiro lugar, com cerca de 5% do total – o governo criou a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima (Cimgc), que reúne 11 diferentes ministérios brasileiros, responsável pela aprovação de projetos socioambientais.

Dentre os programas sugeridos por empresas estão a instalação de parques eólicos e iniciativas para aterros sanitários.

Além disso, algumas medidas podem ser tomadas pela sociedade em geral para reduzir a emissão de gases poluentes e manter o Brasil no mercado. Pequenas mudanças nos hábitos do dia a dia, como utilizar bicicleta para se locomover, economizar água e energia elétrica e reduzir o consumo são bastante significativas para o meio ambiente.

Crise

O diretor da WayCarbon, Felipe Bittencourt, revelou que “o mercado de carbono para empresas está em crise, porque o valor dos créditos está muito baixo”. Isso aconteceu devido à crise mundial que afetou principalmente a Europa, maior atuante nesse nicho do mercado e em ações de desenvolvimento sustentável.

Com essa baixa as empresas passaram a investir, também, em pessoas físicas. Dessa forma, há uma compensação nas emissões geradas pelo cidadão com o uso de veículos automotores, aviões, ônibus, entre outros.

Redação Pensamento Verdehttp://www.pensamentoverde.com.br

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