Ford faz estudos para usar bambu nos componentes de seus veículos

Principais qualidades do material podem originar a produção de componentes sustentáveis para automóveis

15 de maio de 2017
publicado por
Redação

© Depositphotos.com / Ivankmit O bambu poderá ser usado para fabricar partes internas do veículo.

Não chega a ser uma novidade para ninguém que a multinacional Ford conta com uma série laboratórios e centros de pesquisa espalhados pelo mundo com o objetivo de descobrir novas matérias-primas para inclusão no processo de fabricação de seus veículos.

A unidade chinesa da marca, por exemplo, já há algum tempo estuda as propriedades do bambu, planta tradicional da região, na procura por qualidades no material que possam tornar sua produção automotiva mais sustentável e, consequentemente, menos agressiva ao planeta.

Concentrados nas instalações do centro avançado de pesquisas da Ford em Nanquim, os estudos seguem à risca a estratégia global de sustentabilidade da marca, que tem como foco a redução do consumo, reutilização e reciclagem de recursos naturais. “O bambu é incrível”, diz a supervisora de Engenharia de Materiais, Janet Yin em release oficial. “Ele é forte, flexível, totalmente renovável e encontrado em grande quantidade na China, no Brasil e outras partes do mundo”.

Ao longo dos últimos anos, inclusive, a supervisora tem dirigido uma série de análises e experiências com o bambu, combinando suas qualidades com o plástico para desenvolver pequenas peças “extrarresistentes”, que na sequência poderão fazer parte do acabamento interno dos modelos da marca.

Dentre as características do bambu que mais despertaram o interesse dos pesquisadores está a sua resistência à tensão, que é igual ou melhor que a de alguns tipos de metal. Além disso, a planta pode crescer até um metro por dia e atingir sua maturidade em dois a cinco anos, o que é uma qualidade de grande valor para a produção em larga escala – a exemplo da Ford.

Em seus estudos, Janet e sua equipe verificaram também que, por exemplo, o bambu tem um desempenho muito melhor que outras fibras naturais e sintéticas em provas de resistência e impacto, além de manter a integridade após testes de aquecimento a mais de 100°C.