Em uma década, startup americana quer usar aviões elétricos em voos comerciais

Avião terá capacidade para acomodar 150 passageiros e poderá realizar viagens de até 480 Km

16 de abril de 2017
publicado por
Redação

© Depositphotos.com / marchcattle Avião deve dividir espaço com modelos como 737 da Boeing e A320 da Airbus.

De acordo com a empresa aérea ATAG (Air Transport Action Group) os voos comerciais emitem 676 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.

Para minimizar esses danos, a startup americana Wright Eletric, divulgou o seu mais novo projeto batizado de Wright One, uma aeronave elétrica com capacidade para acomodar 150 passageiros. O principal objetivo é que essa inovação esteja em funcionamento daqui a no máximo dez anos, para realizar curtas viagens de até 480 Km.

O avião foi apresentado durante o Dia de Demonstração da Y Combinator, uma das melhores e maiores aceleradoras do Vale do Silício, nos Estados Unidos. O Wright One vai entrar no mercado para competir com modelos como 737 da Boeing e A320 da Airbus, duas grandes empresas do ramo.

Para que isso se torne possível a startup fechou uma parceria com a EasyJet, companhia aérea britânica de baixo custo. O CEO da Wright Eletric, Jeff Engler, explicou durante o evento que o avião não terá nenhuma novidade em sua composição, pois segundo ele, todos os elementos já foram otimizados.

O que torna o seu progresso difícil e, ao mesmo tempo, atraente, é a bateria que integrará os motores do avião. Afinal, se essa tecnologia tiver um progresso positivo, poderemos ver na próxima década algo totalmente novo. Entretanto, se isso não for possível, a startup pretende lançar uma aeronave com motor hídrico.

Para a startup, para que o avião se torne viável eletricamente, será necessária a redução da velocidade de cruzeiro – etapa do voo de uma aeronave entendida como o final da subida e o início da sua descida – o que é bastante complicado, pois as instituições que ajustam a aviação deixam claro a necessidade de uma reserva substancial de combustível. Tornando a viagem de um trecho apenas um sonho, segundo a Wright Eletric.

Mesmo com esse empecilho, a startup é otimista e tem trabalhado incansavelmente com diversas empresas do setor, como a Chip Yates, que já realizou o maior voo elétrico do mundo, para a criação de outro avião de dois lugares sustentado por baterias elétricas, que também foi apresentado no evento.

Para saber mais informações sobre a Wright Eletric, acesso o site através do link.