Uso de eucaliptos ajuda a recuperar Rio Mangaraí, no Espírito Santo

Reprodução / Site Aplysia Técnica feita na Inglaterra fez aumentar o número de peixes no rio.

Depois de uma análise minuciosa feita pela Fundação SOS Mata Atlântica, foi descoberto que a qualidade da água dos rios está tão ruim que muitas delas já não podem ser utilizadas para consumo, mesmo depois de passarem por tratamento.

Mesmo com os resultados negativos, a empresa Aplysia ganhou um processo de licitação e trouxe para o Brasil pela primeira vez o projeto Renaturalize, uma técnica bem-sucedida na Inglaterra e realizada nos afluentes do Rio Tâmisa.

Após um ano da implementação da medida em um dos principais afluentes do Rio Santa Maria da Vitória, onde foram colocados troncos de madeira distribuídos pelo rio, os idealizadores puderam notar que esse problema está começando a ser revertido. A mudança foi percebida em um trecho de 200 metros do Rio Mangaraí, localizado na região de Santa Leopoldina.

Hoje a água corre bem mais devagar, a quantidade de peixes aumentou e os detritos presentes no rio estão sendo detidos pelos troncos, graças ao programa desenvolvido pela empresa Aplysia, em parceria com a Seama (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos). Já a tecnologia utilizada veio da Inglaterra, depois do êxito no teste realizado nos afluentes do Rio Tâmisa.

Tatiana Furley, coordenadora do projeto e diretora da Aplysia, disse em entrevista ao site do jornal Gazeta: “Quando há mata ciliar, algumas árvores morrem e os troncos caem no rio. E são importantes porque fazem um trabalho de proteção, que é perdido com o desmatamento”. Os troncos presos com cabos de aço fazem essa barreira no rio e reduzem a velocidade da água, possibilitando uma introdução maior no lençol freático.

O projeto trouxe diversas vantagens, pois além de oxigenar a água, os troncos conseguiram, em dez meses, reter 67 toneladas de detritos presentes no rio. Foi possível perceber também um aumento significativo na biodiversidade local, devido ao lodo que se forma e serve de alimento para a fauna.

Além de todos esses benefícios, o projeto auxilia na regeneração do esgoto propagado. Os troncos retêm os resíduos que acabam sendo depurados.

Novos projetos em prol do meio ambiente

O objetivo do secretário do Meio Ambiente, Aladim Cerqueira, é implementar o projeto em outros rios capixabas, devido ao resultado positivo obtido no Rio Mangaraí. E ele ainda explica: “Queremos ter certeza de que a medida pode ser bem-sucedida em várias áreas.”

Outros projetos serão aplicados no começo de 2018, utilizando recursos fornecidos pelo Estado e Banco Mundial. Entre eles está a construção de 200 Km de estradas pavimentadas feita com um material que não lança sedimentos nos rios, o desenvolvimento de 12 mil caixas secas e o reflorestamento de mil hectares. Além disso, serão criadas fossas para prevenir que o esgoto seja lançado no rio e a capacitação dos produtores da região para o manuseio sustentável do solo.

Redação Pensamento Verdehttp://www.pensamentoverde.com.br

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