A superpopulação mundial e seu impacto na natureza

Nos anos 90 éramos 5 bilhões. Em 2013, segundo a ONU, estima-se que a população mundial esteja na casa dos 7,2 bilhões, podendo chegar em 9,6 bilhões no ano de 2050

9 de novembro de 2013
publicado por
Redação

O termo “superpopulação” é usado quando, ao observar uma espécie, percebe-se que ela aumentou drasticamente em um curto período de tempo, a ponto de causar um desequilíbrio no ecossistema.

Observando alguns estudos de estimativa da raça humana, podemos observar esse fenômeno. Os humanos viviam em um equilíbrio populacional até os anos 1000, com menos de 500 milhões de indivíduos. A partir desse ano, o crescimento foi contínuo, porém não acelerado, chegando a uma população estimada de 1 bilhão, nos anos 1800.

Entre 1800 e 2010, ocorreu um aumento exorbitante na população mundial, consequência das melhorias científicas (tecnologia e medicina), da qualidade de vida e das revoluções industriais. Mas toda essa evolução veio com um preço que ninguém esperava, a degradação do meio ambiente. Ou seja, todo o processo de descobertas e implementação da chamada “evolução do homem” causou grandes impactos na natureza.

A partir dos anos 1800 que foi observado, de fato, alguns reveses como desaparecimento de espécies, epidemias, mudanças climáticas, poluição atmosférica, desequilíbrio de ecossistemas por caça e desmatamento, diminuição de recursos naturais, aumento de locais contaminados por resíduos produzidos por humanos, entre outros.

Uma das maiores preocupações com a superpopulação e seu impacto ambiental é a produção de alimentos. Alguns especialistas apontam a escassez de alimentos como o fator mais preocupante. Para suprir a necessidade da população, áreas imensas são destinadas à agricultura que causa o empobrecimento do solo e desequilíbrio do ecossistema com a escolha da monocultura.

Além dos problemas causados pelo uso de agrotóxicos e o desequilíbrio ambiental, outros estudiosos afirmam que é preciso distribuir melhor os alimentos, tendo em vista que países desenvolvidos tendem a consumir em excesso, além de desperdiçar muito mais alimentos.

Outra grande preocupação quando se tem uma superpopulação é a maior probabilidade de uma epidemia se espalhar rapidamente e afetar toda a população de modo geral.

Megaópole

São Paulo. Foto: facool

Um enorme impacto ambiental também é causado pelo crescimento de centros urbanos. Metrópoles e megalópoles concentram muitos elementos que desequilibram o ambiente como um todo. Além disso, há o aparecimento de centros urbanos em lugares antes inabitados por seres humanos, começando um novo processo de degradação da natureza.

Por isso, é importante pensar em novas tecnologias e cidades sustentáveis, para conseguirmos viver bem sem alterar ainda mais o nosso meio ambiente.