Mogno Brasileiro: conheça os riscos que colocam a árvore a caminho da extinção

O mogno brasileiro é uma madeira extremamente resistente e, por conta de sua beleza e tonalidade, é muito utilizado na criação de móveis

5 de setembro de 2017
publicado por
Redação

flickr.com / Codevasf Segundo uma pesquisa realizada, a maior parte das reservas de mogno da da Floresta Amazônica já não existe mais.

O mogno é uma madeira de cor castanho avermelhada, de grande dureza e elevada intensidade, muito valorizada na marcenaria pela sua resistência e facilidade de manuseio. Considerada uma madeira nobre, o mogno está em grave risco de extinção.

O desmatamento da Floresta Amazônica tem como um dos seus principais fatores a extração clandestina do mogno. Todas as espécies do gênero Swietenia — que, além do mogno, inclui o cedro brasileiro e a andiroba — estão listadas como espécies que precisam ser protegidas e receber tratamento para serem devidamente preservadas.

Mogno: uma madeira de lei

A madeira de lei é definida pela sua qualidade e resistência, destacando-se por ser capaz de manter alta durabilidade mesmo com a proliferação de insetos e do excesso de umidade. Por conta dessas características, são as mais procuradas para construir móveis de alto nível e alicerces em obras. O mogno é considerado uma madeira de lei e, por conta de sua beleza e tonalidade depois de polido, é muito utilizado para a criação de móveis.

Além disso, o mogno possui timbre original e acústica para ressonância sonora, sendo também muito procurado para a produção de instrumentos musicais que valorizam as notas médio-grave — como violão, violoncelo, contrabaixo e alguns modelos de percussão.

A árvore é típica de florestas tropicais chamadas de “terra firme” (sem a presença direta do mar), sendo encontrada no Brasil na Região Amazônica, bem como nos estados do Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

O desmatamento das florestas pela busca do mogno

A maior parte das reservas de mogno da Floresta Amazônica já não existe mais, e sua concentração está nas áreas mais difíceis da região. Esta árvore já é considerada uma espécie em vias de extinção, o que não impede que ela continue sendo extraída de forma clandestina por madeireiros.

A retirada clandestina do mogno não destrói apenas sua árvore: uma vez que ela fica no meio da floresta, quando derrubada, cerca de 30 outras árvores acabam sendo levadas junto. A criação de estradas para transporte da madeira também é feita irregularmente, sem qualquer estudo geográfico ou cuidado com o desmatamento desmedido e com as espécies que são destruídas.

Conhecido como “ouro verde”, o mogno é muito cobiçado pelo mercado internacional, e seus maiores compradores são os Estados Unidos, Holanda, Alemanha e Inglaterra. O valor das peças no mercado diz muito sobre essa procura, já que é possível vender o metro cúbico de mogno pela média de U$ 1400, e um móvel já pronto vale muito mais. No Brasil, o mesmo metro cúbico custa cerca de R$ 25 quando adquirido diretamente com os donos de fazenda e tribos indígenas — isso quando o material não pé roubado.