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Mata que se regenera pode conter aquecimento global, aponta estudo

O levantamento aponta que as florestas secundárias podem absorver até 11 vezes mais de CO2 do que florestas jamais derrubadas

19 de fevereiro de 2016
publicado por
Fragmaq

Stockphoto.com / Alexwise Florestas secundárias podem ajudar a reduzir o aquecimento global.

Há pouco mais de duas décadas, o problema com o desmatamento de florestas e matas Brasil afora era visto com um certo descaso. De alguns anos para cá, a situação ganhou notoriedade das autoridades e algumas iniciativas foram criadas para estimular a recuperação do patrimônio natural perdido nos últimos tempos.

A natureza também tem apresentado alternativas sustentáveis. Recentemente, uma equipe de cientistas divulgou estudos sobre o processo de autorreconstrução de florestas destruídas. No total, 45 regiões espalhadas por toda América Latina foram analisadas e identificou-se o crescimento das florestas secundárias. Estas correspondem à área atingida pelo desmatamento e abandono do uso agropecuário, que tem se regenerado com grandes características a favor do combate aos efeitos do aquecimento global.

Segundo os estudos, as capoeiras, como são conhecidas essas regiões, possuem um valor natural muito grande contra os estragos causados pela poluição na camada de ozônio. Isto porque, as florestas secundárias se desenvolvem com um potencial de crescimento muito maior e chegam até a absorver 11 vezes mais dióxido de carbono (CO2) do que regiões que nunca foram destruídas.

Ima Célia Vieira, do Museu Paraense Emílio Goeldi, explica que alguns estudos isolados já haviam identificado a vitalidade das capoeiras e que, após 20 anos de crescimento das matas, as florestas secundárias apresentam ótimos níveis de captação do gás carbônico (impedindo-o de alimentar buracos na camada de ozônio). Para recuperação completa da floresta, ou pelo menos de 90% disto, estima-se a necessidade de aproximadamente 70 anos.

Ainda sobre a pesquisa, os cientistas elaboraram um mapa de recuperação para que novas áreas sejam estudadas e a extensão das florestas secundárias possa acontecer nos próximos anos. Com isso, o planeta ganha uma “nova estratégia” para reagir contra os avanços do aquecimento global.