Estudo aponta que morar perto de rodovias movimentadas faz mal ao coração

A pesquisa, realizada com mais de 100 mil mulheres, mostrou que o risco de morrer por doenças do coração era 38% maior para as mulheres que moravam ao lado de ruas movimentadas

24 de outubro de 2014
publicado por
Redação

© Depositphotos.com / Nomadsoul1 Trânsito.

Uma nova pesquisa, realizada nos Estados Unidos, chegou à conclusão de que viver próximo a uma estrada muito movimentada é tão perigoso quanto a obesidade e o cigarro em relação a ataques do coração para as mulheres. Os responsáveis pelo estudo acreditam que as partículas de poluição liberadas pelo tráfego de carros podem estar por trás desse problema.

O trabalho em questão contou com a participação de 107.130 mulheres na casa dos 60 anos de idade e foi publicado no jornal “Circulation”. As senhoras que moravam a até 50 metros de distância de estradas movimentadas tiveram seu risco de morrer por doenças do coração aumentado em 38% em comparação com as que tinham casas a pelo menos 500 metros das rodovias.

A cada 100 metros mais próximo, o perigo aumenta 6%. O risco de morrer de doença cardíaca coronária também aumentou 24% para aquelas que vivem perto de uma estrada movimentada. A exposição do público às grandes rodovias é comparável aos principais fatores de risco por morte súbita cardíaca, segundo os pesquisadores.

Dr. Jaime Hart, do Hospital Brigham and Women, nos Estados Unidos, disse: “É importante para os profissionais de saúde reconhecerem que as exposições ambientais podem ser fatores de risco subestimados para doenças como a morte súbita cardíaca e a doença coronária fatal.

Durante o estudo, aconteceram 523 casos de morte súbita cardíaca e 1.159 casos de doença coronária fatal. Os pesquisadores não foram capazes de medir todos os possíveis fatores de risco associados a morar perto de uma estrada movimentada. Por isso, mais pesquisas são necessárias entre os homens e entre as mulheres de diferentes idades, raças e níveis de renda, pois quase todas os participantes eram idosas, brancas e de classe média e alta.

Responsável pela pesquisa, o Dr. Hart finalizou afirmando quais serão as próximas etapas do trabalho: “Nosso próximo passo é tentar determinar quais exposições específicas – tais como a poluição do ar – podem ser associadas com as doenças cardíacas e a maior proximidade das estradas.”

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