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Em 2050, oceanos terão mais plásticos do que peixes

Divulgado no Fórum Econômico Mundial de Davos, estudo afirma que é preciso repensar o uso e a fabricação de embalagens plásticas

29 de janeiro de 2016
publicado por
Redação

Stockphoto.com / Vladimir Arndt Em pouco tempo a proporção entre as toneladas de plástico e de peixe será de 1 para 1.

Consumidos no dia a dia, cada vez em maior quantidade, os plásticos são uma grande ameaça à natureza e à biodiversidade do planeta. De acordo com o Fórum Econômico Mundial de Davos, o uso excessivo do material deve impactar diretamente e, principalmente, os oceanos. A estimativa é de que, em 2050, os oceanos terão mais detritos desse material do que peixes.

A previsão foi feita com base em um estudo da fundação de Ellen MacArthur, em parceria com a consultora McKinsey. A pesquisa revelou que o sistema atual de produção, utilização e descarte de plásticos tem efeitos negativos significativos. Ao todo, são perdidos entre US$ 80 bilhões e US$ 120 bilhões em embalagens de plástico por ano.

Segundo o relatório, a proporção entre as toneladas de plástico e as toneladas de peixe registradas nos oceanos era de 1 para 5 em 2014. Em 2025, será de 1 para 3 e em 2050 irá reduzir ainda mais, chegando a 1 para 1.

Durante os debates no fórum após a apresentação do estudo, ficou evidente a necessidade de uma reformulação total das embalagens e dos plásticos em geral, bem como a procura de alternativas ao petróleo, principal matéria para a produção do plástico.

Países já tentam limitar o uso de plásticos

O uso de plásticos é um problema antigo e há muito tempo discutido. Alguns países, inclusive, já criaram iniciativas que limitam o uso do material. Na França, por exemplo, os sacos de plástico de uso único devem ser proibidos em março.

No Reino Unido, a legislação impõe que os consumidores paguem pelos sacos plásticos, a fim de tentar reduzir sua utilização. Já em Portugal, entrou em vigor em fevereiro de 2015 uma taxa sobre os sacos plásticos leves.

É preciso, no entanto, que mais nações criem soluções como essas e invistam em outras iniciativas. Segundo o estudo, é preciso ir além do básico e do comum.