Home > Meio Ambiente > Classificações e o Mapa da Vegetação do Brasil

Classificações e o Mapa da Vegetação do Brasil

31 de março de 2013
publicado por
Redação
Mapa da Vegetação do Brasil

Foto por: Projeto Sisga

As florestas brasileiras representam 60,7% de todo o território do país, destes 59,9% são de florestas naturais e 0,8% de florestas plantadas. Elas possuem grande variedade climática e diversas tipologias de vegetação caracterizadas abaixo.

Amazônia

Floresta AmazônicaFoto por: lubasi

Floresta Amazônica
Foto por: lubasi

A Amazônia é uma floresta latifoliada úmida, abrange as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste passando por cinco estados Amazonas, Acre, Amapá, Pará, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Maranhão e Tocantins, além de englobar países vizinhos. É o maior bioma terrestre do Brasil, representando 49,29% do território nacional, a floresta amazônica abriga também cerca de 20% de toda a água doce existente no Planeta.

Seu clima é classificado como equatorial quente e úmido, devido á proximidade com a linha do equador, com poucas variações de temperatura e longos períodos chuvosos que duram cerca de seis meses.

A vegetação Amazônica é dividida em dois segmentos: Floresta de Terra Firme e Floresta Alagada.

Localizada nos planaltos a Floresta de Terra Firme tem uma vegetação composta por cerca de 280 espécies de árvores por hectare, algumas das principais espécies que podem ser encontradas nessa região são: Castanha-do-pará, Caucho, Sapucaia, Maçaranduba, Acapu, Cedro, Mogno, Angelim-pedra, Paxiúba e Figueira.

Já a Floresta Fluvial, alagada, predomina nos terrenos baixos, as vegetações sofreram diversas adaptações morfológicas e fisiológicas para viverem submersas e resistirem ás constantes inundações.

As Florestas Alagadas possuem uma rica flora herbácea: Capim-mori, a Canarana, o Arroz selvagem, Vitória-régia e o Aguapé fazem parte dessa vegetação.

O intensivo desmatamento, devido á extração, construção de rodovias, criação de gado e plantações agrícolas na região amazônica, contribuíram redução de 20% da párea florestal amazônica, desde 1960.

Preservação da Amazônia

O Parque Nacional do Xingu é uma importante área de preservação da Amazônia e conta com quase 27 mil quilômetros, sendo considerada a maior reserva do mundo.

Este não possui apenas o objetivo de proteção á natureza, mas também de proteger a biodiversidade humana, vivem na região do Xingu cerca de 5.500 índios das etnias Waurá, Kayabi, Ikpeng, Yudja, Trumai, Suiá, Matipu, Nahukwa, Kamaiurás, Yawalapitis, Mehinakos, Kalapalos, Aweti, Kuikuro.

A reserva do Parque Nacional do Xingu garante à proteção e sustentabilidade das comunidades ribeirinhas e o desenvolvimento socioambiental da região.

Entre as principais linhas de ação do parque estão: Promover o fortalecimento cultural de comunidades indígenas tradicionais, apoiar o protagonismo das associações indígenas e ribeirinhas, apoiar comunidades tradicionais no manejo dos recursos naturais, estimular a prática da agricultura familiar, promover a geração de renda sustentável, apoiar a adequação socioambiental da produção agropecuária, promover a proteção dos recursos hídricos, valorização e manutenção dos estoques de carbono florestal da bacia.

Caatinga

Caatinga

Foto por: deltafrut

A Caatinga é considerada uma savana estépica, devido ao seu bioma exclusivo do Brasil, pois, não é encontrado em nenhum outro lugar do planeta. Com 850 mil km² de extensão abrange os estados: Paraíba, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e parte do norte de Minas Gerais.

Esta vegetação sofreu grande degradação devido ao uso indevido e desregrado de seu solo e recursos naturais, por muito tempo a Caatinga foi vista como um local seco e pobre, porém, pesquisas recentes têm revelado a riqueza da Caatinga e sua biodiversidade característica.

A riqueza biológica única deste bioma é de grande importância e considerada de valor inestimável, cerca de mil espécies de flora foram registradas, porém, apresentam baixa densidade.

O Pau-ferro, a Catingueira verdadeira, a Catingueira rasteira, a Canafistula, o Mororó e o Juazeiro são algumas espécies encontradas na Caatinga. Outras como: Umbú, o Araticum, o Jatobá, o Murici e o Licuri são espécies frutíferas do local e provem alimentos para os animais regionais.

Preservação da Caatinga

A Associação Caatinga promove a proteção e conservação da biodiversidade deste bioma, criando projetos de gestão das áreas protegidas e dissipando a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável.

Cerrado

Cerrado

Foto por: chris.diewald

Predominante no Planalto Central o Cerrado apresenta formação vegetal tipicamente xerófita e representa mais de 20% do território nacional, sendo o segundo maior bioma do país, possui clima tropical e duas estações características: o verão com chuvas abundantes e o inverno com escassez de chuvas.

Uma região de grande biodiversidade e de espécies endêmicas que representam cerca de 40% de plantas lenhosas e 50% das espécies das abelhas.

O Cerrado é um dos biomas mais ricos e ameaçados do planeta e sua principal característica é a formação do tipo savana tropical, que apresenta formações florestais, savanicas e campestres, sua diversidade vegetativa possui plantas como: Copaíba, Sucupira-preta, Araticum-do-cerrado, Pequi entre outras.

Preservação do Cerrado

O CONACER – Comissão Nacional do Programa Cerrado Sustentável visa à preservação deste bioma, através do uso sustentável de seus recursos naturais, já que a exploração inadequada destes recursos pela agropecuária, agricultura e ocupação urbana é a principal causa da destruição da vegetação e extinção de muitas espécies animais, tornando assim o cerrado o segundo bioma mais ameaçado do país.

Mata Atlântica

Mata Atlântica

Foto por: Sabor Digital

A Mata Atlântica se estendia por toda linha do litoral brasileiro, do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte. Na região Sul e no sudeste chegava até a Argentina e o Paraguai, passava por alguns trechos do planalto brasileiro e encontrava-se com a Floresta Amazônica.

Ela já foi considerada a segunda maior floresta tropical da América do Sul, com 1,36 milhões de km², abrangendo mais de 17 estados, atualmente restaram apenas 7,9% de todo seu território, inseridos nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, além de pequenas porções em outros onze estados.

Apesar da devastação causada pelo desmatamento, para implantação das lavouras de Cana-de-açúcar e Café, a Mata Atlântica ainda é uma das maiores biodiversidades existentes, sendo de extrema importância. Pelo menos sete das nove bacias hidrográficas do Brasil encontra-se na Mata Atlântica. A mata ajuda a regular o clima e oferece uma diversidade de alimentos e plantas medicinais para a população que vive na região, cerca de 60% da população brasileira. Desfrutando da floresta como fonte de geração de renda e principal turismo da região.

Preservação da Mata Atlântica

Devido á sua rica biodiversidade o bioma Mata Atlântica foi decretado como Reserva da Biosfera pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura e Patrimônio Nacional, de acordo com a Constituição de 1988.

O SOS Mata Atlântica é uma das principais unidades de conservação do bioma, a entidade promove o conhecimento do bioma e a proteção dos últimos remanescentes de Mata Atlântica.

Pampa

Pampas

Foto por: Eduardo Amorim

Os Pampas estão localizados na região Sul do Brasil, típicos de planícies com alguns relevos cobertos de vegetação, ocupa 63% do estado do Rio Grande do Sul chegando ao Uruguai, Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé, Córdoba, Entre Ríos e Corrientes.

Este bioma de savana caracteriza-se por sua vegetação rasteira e plantas floríferas monocotiledôneas, árvores e arbustos próximos aos cursos d’água.

Apresenta clima subtropical e aproximadamente 3 mil espécies de plantas vasculares, além de 385 tipos de aves e 90 mamíferos terrestres, apesar de sua rica biodiversidade o Pampa é um bioma ameaçado.

Quase 40% dos mamíferos da região dos Pampas são endêmicos, ou seja, só existem nessa região e estão correndo risco de extinção, assim como as aves e borboletas.

Cerca de 40 espécies dos Pampas estão na lista de animais em extinção, entre eles: Lobo guará, Veado-campeiro, Águia-cinzenta, entre outros ameaçados por atividades agrícolas e pecuárias.

Preservação dos Pampas

O Núcleo Mata Atlântica e Pampa – NAPMA atua promovendo a sustentabilidade no uso de recursos naturais e conservação da biodiversidade.

Pantanal

Pantanal

Pantanal
Foto por: Tambako the Jaguar

O bioma do Pantanal é constituído em sua maior parte por savana estépica e possui uma grande área alagada, seu território chega aos 250 mil quilômetros de extensão. Encontra-se na região sul do Mato Grosso e á noroeste do Rio Grande do Sul, abrangendo também o norte do Paraguai e leste da Bolívia.

O Pantanal é dividido em duas regiões: Pantanal Norte e Pantanal Sul. Com clima quente e úmido no verão e temperaturas mais amenas no inverno.

Preservação do Pantanal

O Parque nacional do Pantanal encontra-se no Chaco boliviano, esta região é considerada pela UNESCO Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera.

Criado para proteger a vida pantaneira e sua biodiversidade o Parque do Pantanal tem diversos exemplares de vida selvagem, lá são encontradas diversas espécies de animais terrestres como: Capivara, Lobo-guará, Cervo-do-pantanal, Jaguatirica, Lontra, Cutia, Anta, Onça-pintada, Puma, Veado campeiro, etc.

O Pantanal é um dos maiores centros de reprodução da fauna da América, integra diferentes biomas onde é possível encontrar espécies da Bacia do Rio do Prata e da Bacia Amazônica, além de peixes de água doce de alto interesse econômico.

Matérias Relacionadas