Conheça os 6 principais tipos de irrigação e suas características

O processo de irrigação teve inicio 5 mil anos atrás, nas plantações as margens do Rio Nilo

11 de setembro de 2017
publicado por
Redação

istock.com / ozok A irrigação é realizada para que a planta inteira seja hidratada e receba os nutrientes adequados.

A irrigação é uma técnica criada para suprir a necessidade de água nos procedimentos agrícolas, permitindo que haja plantações até mesmo em ambientes considerados hostis. Antes de ser criada, os cultivos eram totalmente dependentes da água oferecida pela natureza por meio de chuva e da presença de rios e lagos.

As técnicas de irrigação acompanharam os avanços tecnológicos agrícolas, que foram aprimorando ainda mais os métodos de plantio e a capacidade de geração de produtos em maior quantidade e qualidade.

Como surgiu a irrigação

Embora as técnicas de irrigação estejam cada vez mais elaboradas, seu surgimento data de 5 mil anos atrás, nas plantações as margens do Rio Nilo. O Faraó egípcio Ramsés III se preocupou com a distribuição das águas para que elas chegassem até as regiões agrícolas, construindo canais que pudesse redirecioná-las.

Até o século XXI, as terras eram consideradas infinitas para a agricultura e pouco se investiu em métodos de seu aproveitamento. Após esse período, pesquisas e estudos foram realizados para encontrar práticas de uso da terra que causassem menos impactos negativos à natureza e, ao mesmo tempo, fossem capazes de ampliar a produtividade.

Principais tipos de irrigação

A boa irrigação é feita quando ela não molha apenas a superfície, mas também a região que fica ao redor da planta, de modo que a água seja absorvida pelas raízes. Assim, a planta inteira é hidratada e recebe todos nutrientes adequados. Porém, para cada necessidade e forma de plantio, há um tipo de irrigação adequada:

Irrigação localizada

É uma das técnicas mais utilizadas, principalmente nas áreas mais secas, onde a água é aplicada nas raízes das plantas, ocupando o seu redor para atingir maior profundidade. São utilizados os sistemas de irrigação por gotejamento ou de micro aspersão, que tem como vantagens o baixo custo de energia e de água, eficiência na aplicação, facilidade de adaptação aos mais variados solos e não se limita as mudanças de vento e declives do solo.

Como desvantagens há o alto custo de implantação do sistema e facilidade de entupimento das mangueiras.

Irrigação por aspersão

É uma simulação de chuva artificial direcionada, que jorra pequenas gotículas absorvidas pelo solo. Não é viável em solos muito inclinados e é preciso um conhecimento técnico mais aprimorado para sua implantação. Como vantagem, há o baixo custo de mão de obra e eficiência na distribuição de água. A desvantagem é o aumento de doenças causadas pelas folhagens úmidas e alto custo de energia.

Pivot central

É a irrigação feita por meio de uma torre, com uma estrutura suspensa que gira de forma circular para a parte superior da plantação. As torres podem se mover por meio de dispositivos eletrônicos, e é comum aproveitar o sistema para a aplicação também de fertilizantes e inseticidas.

Fertirrigação

É uma técnica de irrigação que aplica fertilizantes na água, proporcionando economia de mão de obra.

Micro aspersão

É o mais apropriado para hortaliças, pequenas hortas, estufas e jardins, com várias estruturas que se encaixam no tipo de plantio. Possuem desmonte fácil, o que pode ser útil nas mudanças sazonais.

Irrigação de Superfície

A água é conduzida para infiltração pela superfície do solo. Os métodos mais comuns são os que realizam irrigações por sulcos no solo ou inundações. Apresenta baixo custo de energia e manutenção e não recebe influência do vento. Sua desvantagem é o aumento da água parada — que prejudica as plantas — a dependência do declive do solo e a erosão dos sulcos.