Biogás
Foto: bandirmaninsesi

Produzido pela ação de bactérias decompositoras de matéria por meio da mistura de metano (CH4), dióxido de carbono (CO2), nitrogênio (N2), hidrogênio (H2), oxigênio (O2) e gás sulfídrico (H2S), o biogás é facilmente encontrado em mares, lagos, jazidas de petróleo, usinas de carvão, pântanos e dejetos de animais. Descoberto em 1661, o biogás só foi utilizado como fonte de energia em 1857, na Índia, para o aquecimento e iluminação pública.

O biogás é inflamável e pode ser produzido artificialmente, às vezes até em lixões, por meio de biodigestores anaeróbicos – equipamentos usados para o processamento de matéria. O metano nele contido é incolor, inodoro e insípido, mas os outros gases que formam o biogás tem odor desagradável, semelhante ao do lixo.

Por ser uma fonte energética renovável, o biogás é considerado um bicombustível. Sua matéria prima é orgânica e praticamente inesgotável, o que ajuda na diminuição do uso de combustíveis fósseis e não renováveis como o petróleo, gás natural e carvão mineral. O biogás pode ser utilizado como combustível para fogões, caldeiras, motores e na geração de energia elétrica.

Esse gás também pode poluir o meio ambiente por conta da alta concentração de metano – aproximadamente 65% – que contribui para o efeito estufa e o aquecimento global. Para que isso não aconteça é preciso drenar e queimar o biogás por meio de um processo feito pelo biodigestor. Assim, o gás metano queimado é transformado em dióxido de carbono e vapor de água, fazendo com que sua emissão não polua a atmosfera.

Estação de Biogás
Estação de Biogás. Foto: guascor