Até 2020, Bolívia pretende produzir a própria comida que consome

Segundo dados do IPDSA, a produção de alimentos teve um aumento contínuo de 25% nos últimos anos

10 de março de 2017
publicado por
Dinâmica Ambiental

flickr.com/CIAT País já começou a aumentar a produção de alimentos como legumes, tomates, trigo e café.

Diante das novas tendências globais e da necessidade de tornar o mundo mais sustentável, as indústrias alimentícias estão buscando incessantemente novas alternativas para trazer para o seu público somente produtos que atendam a todos os requisitos ambientais.

Desta forma, o governo boliviano anunciou no ano passado que investiria cerca de $ 40 milhões de dólares em produção local de alimentos, ajudando pequenos e médios agricultores do país. A missão desse projeto é que até 2020 o país se torne totalmente autossuficiente em relação à produção dos alimentos que consome.

Segundo a vice-ministra do Desenvolvimento Rural e da Agricultura, Marisol Solano, 20 dos projetos de segurança alimentar já estão em andamento, com apoio financeiro destinado para a criação de gado e piscicultura, além do aumento significativo na produção de batata, tomates, trigo, legumes, café e cacau.

Dados do Public Institute for Food Sovereignty, ou IPDSA (sigla em espanhol), mostraram que a produção teve um aumento de 25% direto desde 2014, sendo que o principal intuito é manter essa taxa de crescimento em 2017. Esses números deixam claro o quão próximo de chegar ao seu objetivo o país está.

Desde janeiro a Bolívia proibiu a entrada de uvas vindas da Argentina e Chile, até a colheita própria de vinha do país. Para proteger e incentivar a produção local e nacional, a Segurança Nacional de Saúde Animal e Vegetal e Segurança Alimentar permitiu a suspensão das importações.

Essa suspensão vai ajudar não só na melhoria dos meios de subsistências dos agricultores e empresas da região, como também vai reduzir as emissões, juntamente com as questões globais abordadas como o desemprego, a fome e a pobreza. Entretanto, mesmo estando no caminho correto, ainda é incerto se o projeto vai conseguir alcançar a soberania alimentar já nos próximos anos e se ele será realmente bem sucedido.