China abrigará santuário para tigres e leopardos

Parque deve ser concluído até 2020 e vai abrigar um centro de monitoramento e resgate desses felinos

19 de abril de 2017
publicado por
Redação

© Depositphotos.com / Ipatov Além de abrigar os felinos, espaço vai realizar pesquisas.

De acordo com uma pesquisa realizada pela União Internacional para Conservação da Natureza, hoje existem 5.200 espécies de animais com risco de extinção em todo o mundo, sendo que desse total 25% são mamíferos.

A China está na lista dos países que abrigam animais com risco de desaparecer do planeta e para mudar esse cenário, em março foi aprovada a construção de um Parque Nacional para acolher e proteger tigres-siberianos e leopardos-de-amur em perigo.

O local escolhido terá 5.637 Km² de verde e servirá como santuário para abrigar esses grandes felinos que estão lutando pela sua sobrevivência no nordeste da China, devido ao desmatamento intenso que acontece na região.

No ano de 1998, durante uma pesquisa de campo realizada pelos Estados Unidos, Rússia e China, foi registrada apenas a existência de nove tigres nessa área, porém com os esforços de conservação que aconteceram em 2015, especialistas acreditam que esse número tenha aumentado para 27.

Entretanto, a situação ainda é bastante preocupante, uma vez que os leopardos-de-amur hoje se encontram também com sua população restrita a apenas 60 animais no mundo, de acordo com a World Wildlife Fund (WWF).

O Parque ficará localizado nas províncias de Jilin e Heilongjiang, na fronteira com a Rússia, e incluirá em seu programa um centro de monitoramento e resgate de felinos selvagens, além de instalações para a realização de pesquisas. Para Fan Zhiyong, diretor do Programa de Pesquisa de Espécies de Pequim, o projeto vai aumentar e melhorar consideravelmente a cooperação entre os dois países diante da conservação da vida selvagem. Além disso, o local servirá como meio de ligação para a proteção de animais selvagens.

O objetivo é que a construção do santuário seja concluída em 2020. Um porta-voz do Departamento Florestal de Jilin disse ao site Mongabay: “O governo local planeja mudar algumas comunidades existentes e fábricas da área do parque nacional, de modo a evitar conflitos entre a vida selvagem e as atividades humanas”.

A China possui cerca de 10 mil áreas protegidas e busca diante desse grave problema soluções que possam mudar essa situação terrível que é o desaparecimento de diversas espécies de animais.